terça-feira, 9 de dezembro de 2008

SANTAMARIENSES NA CARRETERA AUTRAL E RUTA 40

SAUDE PELA PRÁTICA voltando

Nesta noite, dia 9, fomos ao blog ou site do Renato e transcrevemos a crônica do dia 6. Eis. Vale a leitura.

Mais notícias da Expedición Carretera…

dezembro 6th, 2008

3° Post…

Saudacoes gauderias,

Amanheceu com tempo limpo, seguimos viagem para Villa O’Higgins, passando por Cochrane com trecho de boa estrada de ripio, onde abastecemos. Na cegada da cidade encontramos um casal de Australianos, cada um com sua moto BMW Dakar, estavam indo em direcao a Chile Chico para voltar a Argentina. Checamos com os Carabineiros a situacao da “benzina” em Villa O’Higgins, distancias, estrada, etc. Bem como junto ao posto de servico COPEC. Ambos afirmaram que a benzina se vende por la.
De Cochrane partimos para Pueto Yungay, onde a Carretera Austral é cortada por água, e se segue por um transbordador. Passamos por um trecho de 30 km terrível com rípio fofo e de quebra muitas curvas fechadas, mas fazendo muita poiera. A velocidade nao passou de 30 km/h. Tráfego quase zero…
Cegamos no Puerto Yungay para passar no transbordador das 18 horas, com duas horas de antecedencia, pois como era o último horário e nao sabíamos exatamente como estava a estrada, saímos mais cedo e tocamos meio direto. Uma hora demora a travessia, que é gratuita em razao de que a estrada se interrompe, o governo disponibiliza o transbordador. Razoável…
Cabe resaltar que a estrada é na sua maior parte um caminho, mas sempre com uma paisagem atraente, para todo lado uma montanha com o topo nevado, cascatas, muito verde e nós fazendo poeira…
Da travessia até Villa O’Higgins sao mais 100 km de estrada estreita, muitas curvas, sobe e desce montanhas, precipicios, vento e frio. Como queríamos chegar ainda de dia, nao parramos para fotos.
Cegamos no destino, Villa O’Higgins as 21 h e 15 min, ainda dia. Eu parei para fazer uma foto na entrada da Villa enquanto o Edson e nosso novo parceiro David foram até o Hostal El Mosco.
De imediato falei a eles que pretendia resolver o problema da gasolina antes de me hospedar e seguindo a orientacao do Jorge e fomos até o armazem que vende gasolina, o proprietário nao estava e fomos informados que nao havia benzina. Fomos até os Carabineiros ver se conseguíamos ajuda, o que ficaria para o outro dia em razao do capitao nao estar presente.
Nos acomodamos em um quarto bem espacoso, banho e fomos jantar legal para comemorar nossa cegada a Villa o’Higgins.
Quando comentávamos sobre a necessidade de gasolina, todos colocavam dúvidas sobre a informacao, vez que o Pedro gosta de um “birita” e estava em uma festa… mas pelo que apuramos nao havia mesmo. Ai comecamos a garimpar com o apoio do dono do restaurante que foi muito gentil e consegui com sua vizinha dona Valkiria. Ela possoui estocado 60 litros e nos cedeu para completarmos os tanques. Valeu Valkiria, nos tirou do sufoco… pois a benzina só chegaria na terca-feira. É que só é possível o transporte de carga perigosa no transbordador uma vez por semana e na terca-feira, fora disso nao passa no transbordador. E o Comandante é rigoroso…
No domingo fomos ainda pela manha até o final da Carretera Austral onde tem outro pequeno porto e a placa indicativa. Fotos para registro e retorno pela estradinha de 7 km com muitas cuvas, lagos e montanha com “crista” nevada.
Villa O’Higgins tem aproximadamente 250 pessoas, fica em um pequeno vale cercado de montanhas com o topo nevado. A infraestrutura esta melhorando, novos empreendimentos pode ser notado. Até colocaram intenet we fi liberada em toda Villa, ainda em teste, tem uma semana.
Na segunda-feira partimos de passando por Caleta Tortel, uma vila pitoresca, onde nao existe ruas mas somente passeios para pedestres em escadas. Fica em um Bahia cercada de morros. Imaginem, é subir e descer na pernada… Comemos um salmon com salada curtindo aquele visual diferente. O arrependimento foi a estrada, 40 km do pior ripio, recentemente nivelado pela máquina… muito estresse.
Para chegarmos ao Passo Roballos, tocamos meio direto, só paramos para abastecer e Cochrane.
Deviam mudar o nome do Passo para “robada”. Uma estrada de campo, atravesando estancias, cercas, quase nada de sinalizacao, e sem vestigios de tráfego de veículos, apenas as marcas dos cascos dos animais, com trecho de 25 km quase intransitáveis de tanta pedra.
Cegamos ao entardecer na aduana (posto dos Carabineiros).
Em uma parada a 15 km da aduana o David já queria acampar por alí mesmo, estava cansado e receioso de pilotar desde a manha.
Na aduana fomos gentilmente recebidos pelos Carabineiros que nos cederam uma casa disponivel para para passar a noite. Ainda nos cederam um bom café e banho. Deixamos nossa marca com adesivo e oferecemos um pequeno troféu que mandamos confeccionar para ofertar aos nossos colaboradores…
No dia seguinte um Carabineiro veio ao meu encontro e me ofertou um path dos Carabineiros que usa em sua farda. Esses gestos de solidariedade e fraternidade com os motociclistas e aventureiros que pasma por lá, apagou todas a lembrancas de dificuldades…
O novo integrante da Expedición, o Sul Africano David tem nos acompanhado bem, embora sua tocada até aqui tenha sido muito diferente, vem do Alaska e esta na estrada há 18 meses. Na verdade ele projetava passar pelo Passo em Chile Chico sem descer até o final da Carretera, mas acabou nos seguindo.
Depois ajusto a grafia, o teclado nao está ajudando…
Até mais.

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