sexta-feira, 21 de maio de 2010

COI VISITA RIO DE JANEIRO

Foto do site do Comitê Olimpico Internacional
COI DEMONSTRA-SE CONFIANTE
COM O PLANEJAMENTO OLIMPICO DO RIO
QUILISPORT E CAEL-SM recebem releases, há anos, do Comitê Olímpico Brasileiro - Da Assessoria de Imprensa. Desta vez, estamos valendo-nos das informações da Assessoria de Imprensa do Ministério do Esporte.
Após visitas, Comitê Olímpico Internacional se diz satisfeito com progresso do Rio 2016
Comissão de Coordenação do COI recebeu esta semana a primeira grande entrega dos Jogos: a criação da Autoridade Pública Olímpica Em coletiva de impressa concedida nesta quinta-feira (20) à tarde, a Comissão de Coordenação (CoCom) do Comitê Olímpico Internacional (COI) fez um balanço do planejamento dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 e mostrou-se “confiante com o desenvolvimento visto”. Liderada pela presidente da Comissão, a marroquina Nawal El Moutawakel, e pelo diretor executivo de Jogos Olímpicos do COI, o suíço Gilbert Felli, a Comissão, que está em visita ao Rio desde terça-feira (18), é composta, ao todo, de 18 membros, que representam várias unidades do Movimento Olímpico dos cinco continentes, como atletas, Comitês Olímpicos Nacionais e Federações Internacionais. A Comissão recebeu panoramas do planejamento conjunto dos três níveis de governo para os Jogos, encabeçados pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, pelo governador do Estado do Rio, Sergio Cabral, e pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes. E obteve dos organizadores um quadro da evolução do projeto olímpico desde a vitória do Rio em outubro de 2009. De parte do governo federal, as principais ações concretas foram o início do processo de constituição da Autoridade Pública Olímpica (APO) e o acordo obtido com a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) para construção do novo autódromo do Rio de Janeiro na região de Deodoro, zona norte da cidade, em terreno do governo brasileiro. O acordo com a CBA foi selado em reunião da entidade com o Ministério do Esporte e a Prefeitura do Rio no dia 11 de maio, em Brasília. Já a criação da APO, um consórcio público interfederativo formado pelos governos federal, estadual e municipal, foi decidida por meio de Protocolo de Intenções assinado em 12 de maio pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o governador do Estado do Rio; e o prefeito da cidade. O Protocolo segue agora para os Poderes Legislativos das três esferas da Federação. Após a ratificação de pelo menos duas Casas Legislativas, a APO será considerada formalmente criada. Na avaliação do secretário Nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, os entes governamentais cumpriram, com a constituição da APO, a primeira grande entrega ao COI: “Entregamos ao Comitê a forma de funcionamento da APO, o desenho de como os governos vão trabalhar para agilizar o trabalho que depende da administração pública. Estamos dentro do cronograma. A APO tem um dimensionamento detalhado, tem descrição das habilidades do quadro de pessoal, dos cronogramas, dos projetos. Sabemos que, quanto mais especificado e detalhado é o planejamento, mais rápida é a execução”, explicou. Nawal El Moutawakel fez um balanço da visita: “Agrada-nos ver que o apoio do governo continua sendo tão sólido quanto no início, o trabalho em equipe continua sendo tão forte quanto foi na candidatura”, disse. Após visitarem várias instalações esportivas, Nawal acredita que “não há dúvida de que os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos terão um papel fundamental no desenvolvimento e no rejuvenescimento do Rio de Janeiro”, lembrando que “é uma grande vantagem para o Rio ter disponíveis as instalações de alta qualidade do Pan 2007, mas há um grande trabalho a ser feito nos próximos anos e precisamos nos concentrar para entregar o necessário. Estamos confiantes de que a equipe irá fazer isso”. A presidente da Comissão destacou a constituição da Autoridade Pública Olímpica (APO) como progresso dos organizadores dos Jogos Rio 2016. A APO será o órgão responsável pela coordenação de ações governamentais para o planejamento e a entrega das obras e dos serviços necessários à realização dos Jogos. O Consórcio será o integrador dos esforços dos três governos para garantir os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Ela disse que, no entendimento da CoCom, “a APO precisa ser colocada em funcionamento o mais rápido possível”. “Gostamos muito de ver o progresso da APO e, entendemos, com a concordância do ministro (do Esporte, Orlando Silva), do governador e do prefeito, que precisamos operacionalizá-la o mais rápido possível. Estamos muito confiantes de que eles estão no caminho certo. Estamos felizes com o desenvolvimento que ouvimos nas reuniões e vamos monitorar isso cuidadosamente”, avaliou Gilbert Felli. “Após seis meses, a união dos governos continua a mesma, e isso é fantástico”, complementou o diretor de Jogos Olímpicos do COI. Felli comentou também sobre a solidez do projeto olímpico brasileiro: “Estamos muito felizes de que não haverá necessidade de mudar o projeto, a candidatura foi excelente e o projeto dos Jogos no Rio é excelente, por isso a família olímpica quer ver esse projeto executado”. Ele se referia à transferência de localização de algumas instalações operacionais dos Jogos da região da Barra para a área do Porto do Rio, sem que isso signifique mudanças estruturais na proposta prevista no dossiê de candidatura. A alteração foi apresentada pela Prefeitura com aval do Comitê Rio 2016. Houve acordo de todos para transferência de uma parte da vila de mídia e da vila de árbitros e dos centros de tecnologia, de operações, de credenciamento da força de trabalho e de voluntários e do centro de distribuição de uniformes, além do centro de logística dos Jogos. Também há concordância em instalar na região do Porto as operações de atendimento à imprensa não credenciada nos Jogos, que costuma somar milhares de profissionais de comunicação. Os integrantes da CoCom foram enfáticos ao elogiar o projeto da Prefeitura para regeneração do Porto do Rio. “O que o prefeito quer fazer no Rio é fantástico”, declarou Felli. Ele disse também que “é muito positivo haver quatro áreas diferentes da cidade envolvidas no projeto”, referindo-se à distribuição do projeto olímpico pelos Núcleos Barra, Maracanã (que inclui a zona portuária), Copacabana e Deodoro. Para o presidente do Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, os três dias de visita representaram “uma demonstração da integração entre o COI e o Comitê Organizador Rio 2016, com a participação intensa dos três governos, demonstrando a união do trabalho que vem sendo feito como o foi desde o processo de candidatura. Nuzman anunciou a criação de uma comissão de representantes do esporte, formada inicialmente por Bernardinho, Joaquim Cruz, Gustavo Kuerten, Ricardo Prado, Adriana Samuel e Maureen Maggi, que terá participação ativa na organização e na elaboração dos projetos para instalações esportivas dos Jogos e a Vila Olímpica. Nuzman informou ainda que foi feito um acordo de cooperação com a Federação Internacional de Boxe para o desenvolvimento de um projeto para jovens atletas visando aos Jogos de 2016, com sede no Parque Aquático Maria Lenk. Além da Comissão de Coordenação, acompanharam a visita ao Rio esta semana assessores do COI e o diretor geral da Associação de Federações Internacionais de Jogos Olímpicos de Verão (ASOIF, na sigla em inglês), Andrew Ryan. Também estiveram presentes o diretor executivo e o gerente de Jogos Paraolímpicos do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), respectivamente Xavier Gonzalez e Thanos Kostopoulos, que irão liderar, amanhã e sábado, o Seminário de Orientação do IPC, dando continuidade à agenda desta semana com os líderes do Comitê Rio 2016 e autoridades governamentais, desta vez voltados às especificidades dos Jogos Paraolímpicos de 2016. “Foi muito importante vir ao Rio e estamos ansiosos para voltar em 2011, quando faremos a segunda visita. O Rio fez um bom início e estamos todos aguardando os próximos seis anos com muito interesse”, acrescentou a presidente da Comissão. Lembrando o slogan dos Jogos (“Viva sua Paixão), Nawal registrou também que, “assim como na candidatura, a paixão ainda é a mesma e o amor dos cariocas pelos Jogos permanece, e a solidariedade e a união entre os três níveis de governo está presente. Todos entrenderam que cada envolvido precisará ter sucesso em suas atribuições para termos excelentes Jogos em 2016”.
(Priscila Novaes e Sueli Scutti )

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