domingo, 23 de outubro de 2011

PAN 2011 EM GUADALAJARA

Meninas do Brasil comemoram frente a ARGENTINA.

Garantem o OURO do PAN


HANDEBOL FEMININO

OURO E VAGA PARA LONDRES
Brasil massacra rival Argentina, conquista o tetra e vai a Londres. Vence 33x15

A Seleção Brasileira massacrou novamente as rivais e conquistou o ouro pela 4ª vez seguida

Com a casa praticamente cheia e a torcida dos familiares dos jogadores Zeba e Tupan do masculino, as brasileiras enfrentaram mais uma vez suas arquirrivais argentinas. Além da medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, a disputa valia a grande chance de o Brasil se classificar para a Olimpíada de Londres 2012. O placar de 33 a 15 não foi nem de perto a goleada que o time fez nos Estados Unidos na estreia (50 a 10), mas o suficiente para a equipe fechar o ano não só com uma medalha de ouro no peito, mas um tetracampeonato dos Jogos Pan-Americanos e o passaporte carimbado para o evento inglês.


O primeiro tempo começou com três gols de Alê, um de tiro de sete metros, mas logo as argentinas trataram de encostar no placar e de ficar a um gol de diferença do Brasil com um tiro da argentina Magdalena Decilio, seu terceiro no início da partida. Mesmo em uma partida de muito contato físico, as brasileiras conseguiram se desvencilhar e fechar os primeiros dez minutos abrindo vantagem: 6 a 3.

Em seguida, o Brasil começou bem com mais um tiro de sete metros de Alê. O Brasil estava visivelmente exaltado. A cada gol, as atletas comemoravam muito, incluindo Chana, que ao defender uma bola vibrou na cara da adversária caída dentro da sua área. O jogo de corpo das argentinas continuou duro, assim como o ataque brasileiro, que fechou o segundo terço do jogo com 9 a 3.

Assim como as jogadoras, o técnico dinamarquês Morten Soubak estava inquieto no banco. Andava de um lado para o outro enquanto pedia calma para suas atletas. Na quadra, o jogo esquentava com direito a puxões de camisa e muitos tombos. A Argentina conseguiu marcar apenas dois gols nos dez últimos minutos, comprovando a força da defesa brasileira que fechou o primeiro tempo com 15 a 5.

Também não foram poucas as exclusões de dois minutos no primeiro tempo, Daniela Piedade foi duas vezes para o banco e Samira uma. Fabiana Diniz, Daniela e Duda Amorim receberam um cartão amarelo cada. Do lado argentino, Noelia e Maria Amelia ficaram dois minutos no banco cada. Maria Pilar, Luciana Mendoza e Antonela Mena receberam cartão amarelo.

No segundo tempo, as brasileiras continuaram no mesmo ritmo e logo ampliaram o placar. Com a permanência de Daniela Piedade e a entrada de Francine o grupo ganhou mais fôlego. As argentinas conseguiram marca apenas dois gols nos dez primeiros minutos, enquanto o Brasil aumenta o saldo com bolas principalmente de Alexandra: 20 a 8.

A enorme vantagem aberta pela formação brasileira se manteve até o final da partida. De uma maneira soberba, a equipe nacional massacrou as principais rivais com facilidade e completou o "passeio" nos Jogos Pan-Americanos. A melhor equipe, assim, termina com a principal medalha disputada na modalidade.

NOTA DO EDITOR

Diziamos ontem que Brasil estava carimbando o seu passaporte para LONDRES, tanto no masculino como no feminino, que a diferença técnica era longe da ARGENTINA. Hoje confirmou no feminino e amanhã confirmará no masculino.

PARABÉNS AS MENINAS MORTEN
(CLERY - EDITOR)


Adriana foi ouro
Grupo da Vela ouro


BRASIL DISPARA

NO QUADRO DE MEDALHAS






Mantendo-se Estados Unidos na frente, mas o Brasil se afasta do Canadá, México e Cuba, na segunda posição. Brasil, com a conquista já na madrugada desta segunda-feira, chega a 26 medalhas de ouro.


MARATONA OURO FEMININO
Adriana da Silva garante ouro e recorde dos Jogos Pan-americanos na maratona
Adriana da Silva garantiu a medalha de ouro na maratona feminina dos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011, neste domingo, dia 23, com chegada nos Arcos Vallarta. A organização ainda não divulgou o resultado oficial da prova, mas, com o tempo obtido na disputa (2m36s37), a brasileira estabeleceu o novo recorde da competição, que pertencia à chilena Erika Olivera desde Winnipeg 1999 (2h37m41). A mexicana Madai Perez ficou em segundo, com 2h38m03s, enquanto a peruana Gladys Tejeda chegou em terceiro, com 2h42m09.
Desde o início da prova, o trio que conquistaria as medalhas logo se destacou no pelotão da frente.
Dona da melhor marca entre as competidoras da prova, a mexicana Madai Perez logo assumiu a liderança, seguida, de perto, pela peruana Gladys Tejeda. Pouco mais atrás, a brasileira Adriana da Silva travava uma disputa com a mexicana Paula Apolonio pela terceira posição.

Na metade da prova, Apolonio já havia ficado para trás e Adriana buscava manter a distância visível para as duas ponteiras - numa diferença que girava então em dois minutos. Por volta do quilômetro 25, Adriana passou a lutar contra Tejeda pela vice-liderança e, em ritmo forte, passou sem grandes dificuldades.
Apenas a líder mexicana Madai Perez separava Adriana do ouro. A disputa esquentou a partir do trigésimo quilômetro. Na parcial, a brasileira estava a um minuto e meio da mexicana. Cinco quilômetros depois, a diferença entre as duas havia caído para 47s. Mais inteira e sem aparentar o mesmo cansaço da Perez, Adriana passou a apertar ainda mais a passada. A quatro quilômetros do fim, a diferença passou a ser de 10s. Daí, foi só manter o ritmo para assumir a primeira colocação e garantir a vitória.
VELA MANTÉM TRADIÇÃO: OURO
Vela encerra participação com cinco ouros, uma prata e um bronze
Foi melhor até do que a comissão técnica do Brasil esperava. Com as medalhas de ouro conquistadas nas classes RS:X Masculina (Ricardo "Bimba" Winicki), snipe (Alexandre Tinoco e Gabriel Borges) e J24 (Maurício Santa Cruz, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann), neste domingo, dia 23, em Puerto Vallarta, o Time Brasil sagrou-se campeão de cinco das nove classes da vela nos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011. Na véspera, o país já havia garantido, por antecipação, o primeiro lugar na RS:X feminina (Patrícia Freitas) e sunsifh (Matheus Dellagnello).

"O desempenho da equipe superou as expectativas, foi muito bom. Conseguimos resultado melhor do que no Rio 2007, onde ganhamos três ouros. A equipe toda está de parabéns!", afirmou a chefe de equipe da vela, Martha Lobo.

Além dos três ouros, a vela do Brasil alcançou neste domingo uma prata (hobie cat, com Bernardo Arndt e Bruno Oliveira) e um bronze (lightining, com Cláudio Biekarck, Marcelo Silva e Gunnar Ficker). Na laser, Bruno Fontes acabou na quinta posição. Na laser radial, Adrina Kostiw encerrara sua participação no sábado, na 11ª posição.

"Faz tempo que eu não subia no pódio. Fiquei um período sem glórias, mas agora, voltei! Estou muito feliz por conquistar o tricampeonato pan-americano, pude igualar um grande campeão que é o Robert Scheidt (tricampeão na laser). Agora quero o quarto título", vibrou Bimba, que fora campeão em Santo Domingo 2003 e Rio 2007. "Tive dificuldades com meu equipamento. O fabricante da prancha não estava me mandando um equipamento bom, mas consegui superar isso", contou Bimba, que venceu a Medal Race e encerrou sua participação na competção com 15 pontos perdidos - o argentino Mariano Reutmann foi o segundo, com 21, e o mexicano David Teran o terceiro, com 33.

Na J24, a tripulação brasileira encerrou a Medal Race em terceiro lugar, mas conseguiu colocar um barco entre eles e os americanos, que terminaram em quinto, e assim foram campeões com 26 pontos, contra 27 dos Estados Unidos e 36 do Chile.

"A semana toda foi bem difícil, com vento fraco, e o barco dos Estados Unidos sempre mais veloz do que o nosso. Entramos na final precisando colocar um barco entre nós e eles e conseguimos! Agora vamos comemorar muito", festejou Maurício Santa Cruz, que assim como Daniel Santiago e Alexandre Saldanha, tornou-se bicampeão pan-americano, pois vencera também no Rio 2007. Já Guilherme Hamelmann disputou seu primeiro Pan. "Foi uma das regatas mais difíceis e emocionantes da minha vida", completou Daniel Santiago.

Na snipe, os campeões mundiais Alexandre Tinoco e Gabriel Borges conseguiram o resultado que precisavam ao fechar a Medal Race em terceiro, à frente dos americanos, que ficaram em quarto. Assim os brasileiros terminaram com 33,3 pontos perdidos, e a tripulação dos Estados Unidos, com 34 - o Uruguai ficou em terceiro, com 37.

"Estou muito contente, foi um dia excelente! Deu tudo certo e alcançamos o resultado que a gente queria, fruto de muito trabalho. Esses cinco ouros da vela mostram que o Brasil vai de vento em popa", comemorou Alexandre Tinoco.

Na hobie cat, a dupla do Brasil ficou com o segundo lugar na Medal Race, enquanto Porto Rico foi quarto. Assim, fecharam a competição com 27 pontos, contra 26 dos portorriquenhos - a Guatemala terminou em terceiro, com 34. "Fizemos uma boa regata na Medal Race. Tínhamos que buscar a diferença que estava contra nós e conseguimos controlar os portorriquenhos no início. Na primeira perna a gente estava em segundo e eles em quinto, o que nos dava o ouro, mas eles acabaram passando os mexicanos. Faltou um pouco de sorte, mas o que nos atrapalhou foram duas regatas que fomos mal durante a semana", comentou Bruno Oliveira.

Na lightning, em sua oitava participação em Jogos Pan-americanos, Cláudio Biekarck alcançou sua oitava medalha ao obter o bronze com Gunnar Ficker e Marcelo Silva. Os brasileiros completaram a Medal Race em quatro lugar e totalizaram 34 pontos perdidos - o Chile levou o ouro, com 26, e os Estados Unidos a prata, com 32. "A campanha em si foi boa, apesar de não termos conseguido bons resultados em algumas regatas. A gente tinha que colocar um barco entre nós e os Estados Unidos para levar a prata, mas não conseguimos. Estou muito feliz por mais essa medalha e por ter ido ao pódio em todos os Pans de que participei", afirmou Cláudio Biekarck.

E como "cereja no bolo" do desempenho da vela brasileira, Patrícia Freitas e Matheus Dellagnello, campeões antecipadamente nas classes RS:X feminina e sunfish, venceram neste domingo a Medal Race de suas classes.
QUADRO ATUAL DE MEDALHAS
Pos País Ouro Prata Bronze Total
1 Estados Unidos 57 55 44 156
2 Brasil 26 17 25 68
3 Canadá 18 23 25 66
4 México 16 16 24 56
5 Cuba 18 15 16 49
6 Colômbia 11 12 16 39
7 Argentina 13 6 16 35
8 Venezuela 7 14 14 35
9 Chile 2 8 12 22
10 República Dominicana 4 2 11 17

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