terça-feira, 7 de agosto de 2012

PALAVRA OLÍMPICA – EXTRA


                                                                                                      Clery Quinhones de Lima

HANDEBOL FICOU FORA

Somos sinceros: Tínhamos esperanças justificadas de que o handebol feminino brasileiro subiria o PÓDIO em LONDRES.”

    Usamos as palavras de Chana, goleira do Brasil, uma das jogadoras mais experientes: “Não viemos para a Olimpíada para fazer uma boa campanha. Viemos para ganhar medalha. Não deu. Saímos frustadas.”, declarou para a repórter da SPORTV, logo após o jogo.

   Começamos por aí. Também somos deste parecer. O Brasil das suas 14 jogadoras, somente Jèssica joga em Santa Catarina e as demais na Europa. O Brasil venceu mais uma vez o Panamericano. O Brasil tem marcado presença na Olimpíada, desde 1996 – parece-nos em Atlanta ou Sidney em 2000. Realizou em 2011, um Mundial em São Paulo e ficou em quinto lugar. Fez uma excelente pré temporada olímpica. Realizou uma série de jogos com equipes asiáticas e européias. Tendo resultados favoráveis.

   Tudo isso dava uma certeza. Claro com uma reserva, porque no esporte depende muito o momento da competição. E isso também era favorável ao Brasil, na chave, pois saiu ganhando os seus três primeiros jogos. Fizemos um jogo duro no quarto jogo com a RÚSSIA e no último da chave, contra ANGOLA foi um jogo feio e não inspirou muita confiança, apesar da equipe estar classificada.

   Ainda continuavam as esperanças, principalmente no excelente primeiro tempo que o Brasil fez com a NORUEGA. Nossa equipe segura, marcando bem – comemorava os erros da Noruega. Isso fortalecia de que o Brasil estava maduro e se mantivesse o ritmo no segundo tempo manteria à frente no placar.

   O que não aconteceu. Até que nos primeiros minutos teve o mesmo padrão, mas depois dos 5 minutos, o Brasil caiu. Errou no ataque, arremessos perdidos e contra-ataque da Noruega são mortais. E isso foi sendo freqüente no jogo, Brasil chuta Noruega vem e faz. A Noruega buscou o placar e passou à frente. E o tempo corria e nos 22 minutos, a Noruega consegue empatar 19x19 e o Brasil começou a se perder, prova disso que o Brasil não fez mais nenhum gol. Noruega vence por 21x19.

   E agora? Como sempre as vitórias e derrotas dão ensinamentos. No entanto é ter sabedoria para tirar desses estudos proveitos.

   A Olimpíada é de 4 em 4 anos, temos portanto 4 anos para se preparar para RIO 2016.

   Amigos, ao encerramos essa manifestação de um profissional da COMUNICAÇÃOE ESPORTIVA, que tem acompanhando o handebol brasileiro desde a primeira participação olímpica, em 1992, em Barcelona, que reconhece neste esporte, pela visão de deus dirigentes da CBHb, muito especial o presidente MANOEL LUIZ e de Santa Maria, Luiz Celso Giacomini , a dedicação das atleta e a ascensão da modalidade, fica a nossa palavra de conforto e de reconhecimento pelo que vem sendo feito no handebol brasileiro. É preciso claro ampliar ainda mais, torná-lo mais popular e os resultados, certamente ainda virão. Nosso esporte, em relação a outros esportes coletivos, ainda é novo. Continua lindo e ganhando adeptos em termos de torcedores – é preciso ainda uma maior divulgação.

   Isso é verdade: “No esporte, uns ganham e outros perdem. Todos querem o melhor e esse melhor deve ser procurado sempre; o mais tem que ser com o mais, portanto ação.”

    Ficam com Deus e até a próxima jornada do nosso handebol.

(CLERY – EDITOR)

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