sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ary Graça é o novo presidente da FIVB


Brasileiro ficará à frente da entidade pelos próximos quatro anos

Nosso blog acertou, valendo-nos das informações vindo dos Estados Unidos, dizíamos que ARY DA GRAÇA SERIA O PRESIDNETE.E, como os outros, certamente por vários anos estará como mandatário do Voleibol Internacional.
Uma pergunta: Como fica a sucessão do COB? Se Ary era o candidato mais certo a substituir NUSMANN. ARY qual Entidade prefirirá? Assim, em nossa opinião crescem os nomes de Bernard, Marcus Vinicius etc... ( CLERY)
ANAHEIM, 21.09.2012 - O mandatário da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Ary Graça, é o novo presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). O dirigente foi eleito nesta SEXTA-FEIRA (21.09), em pleito realizado no último dia do Congresso Mundial da entidade, realizado em Anaheim, nos Estados Unidos.

Ary Graça, que também comanda a Confederação Sul-Americana, estará à frente da FIVB pelos próximos quatro anos. O presidente da CBV será o segundo brasileiro a dirigir uma federação esportiva internacional - o outro foi João Havelange, na Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Ao derrotar o americano Doug Beal e o australiano Chris Schacht, Ary Graça se tornou o quarto presidente da história da FIVB. O francês Paul Libaud (1947 a 1984), o mexicano Rubén Acosta (1984 a 2008) e o chinês Jizhong Wei (2008 a 2012) antecederam o brasileiro.

Muito aplaudido pelos presentes, Ary Graça foi empossado logo após a eleição. Entre os principais pontos de sua plataforma de campanha estão o desenvolvimento de um plano estratégico com base nas necessidades das federações nacionais, a disseminação do vôlei de praia e a maior integração entre as entidades da comunidade do voleibol.

Nos 15 minutos que foram concedidos a cada candidato antes da eleição, Ary Graça apresentou sua gestão à frente da CBV, destacando sua experiência em lidar com as diferentes realidades existentes num país de dimensões continentais como o Brasil.

O dirigente ressaltou ainda o apoio que a CBV vem dando a diversas federações nacionais, como exemplo de cooperação que pode ser levado para todo o mundo.

"O Brasil aprendeu muito com o Japão nos anos 70. Tivemos uma revolução no nosso voleibol. A cooperação é um caminho. O Brasil está ajudando os demais países da América do Sul e eles estão se desenvolvendo. Se fizemos tudo isso no Brasil e na América do Sul, podemos fazer em todo o mundo", afirmou.

 PERFIL: Ary Graça, novo presidente da FIVB
Brasileiro foi eleito nesta sexta-feira para um mandato de quatro anos
ANAHEIM, 21.09.2012 - Eleito nesta SEXTA-FEIRA (21.09) para a presidência da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça, 69 anos, está à frente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) desde 1997. Durante sua gestão, a modalidade viveu a fase mais gloriosa de sua história: foram 240 pódios e 142 títulos, incluindo quatro medalhas de ouro olímpicas e dezenas de conquistas em nível mundial.

As vitórias da gestão de Ary Graça também aconteceram fora da quadra. A maior delas ocorreu em 2003, com a inauguração do Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema (RJ). Conhecido como Aryzão, o local é considerado o mais moderno centro de treinamento de vôlei do mundo.

Com a inauguração do CDV, todas as seleções, de quadra e praia, puderam treinar juntas, simultaneamente. A infraestrutura e a filosofia de trabalho lá aplicada permitiram um grande salto técnico no voleibol brasileiro.

Outra grande conquista se deu em termos sociais. Desde 1999, o VivaVôlei promove a integração e inserção social de crianças carentes por meio do vôlei. Em 13 anos, mais de 200 mil meninos e meninas de 7 a 14 anos já foram atendidos. Hoje, o programa social está em 14 estados e mais de 40 cidades.

Em termos de gestão, a CBV passou por uma profunda reestruturação administrativa. Sob o comando de Ary Graça, a entidade desenvolveu o modelo de unidades de negócios, reconhecido em 2002 pela FIVB como referência internacional. O sistema foi recomendado a todas as demais federações nacionais do mundo.

Cada unidade possui autonomia para desenvolver seus projetos, o que permitiu à CBV crescer em diversas direções. As competições nacionais ganharam força no mercado nacional, com mais participantes, ginásios lotados e intenso acompanhamento da mídia. O vôlei de praia chegou a todo o país por meio de torneios de alto nível e cobertura da TV.

Paralelamente ao trabalho na CBV, Ary Graça desenvolveu projetos em nível internacional. Como diretor de Vôlei de Praia da FIVB, o brasileiro foi responsável pela criação da Continental Cup, torneio que levou a modalidade a 142 países do mundo e ofereceu 14 vagas para a última Olimpíada.

Ary Graça se candidatou à presidência da FIVB a pedido dos presidentes das confederações continentais. Como apaixonado pelo voleibol, aceitou o convite. Obstinado a vencer a eleição, o brasileiro visitou diversos países e conversou com ao menos dois terços das federações nacionais. Ao longo da campanha, emagreceu dez quilos para garantir disposição na maratona final. A recompensa veio nesta sexta-feira.

Nenhum comentário: