sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Brasil olímpico passa novo vexame internacional
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A notícia divulgada pelo companheiro Juca Kfourienvolvendo 10 funcionários do Comitê Jogos Rio 2016 em roubo de documentos da Organização dos Jogos de Londres é o terceiro vexame da diplomacia do esporte brasileiro em um ano.
Em novembro último, João Havelange desligou-se do Comitê Olímpico Internacional, alegando problemas de saúde, para evitar ser expulso do órgão, depois de comprovado seu envolvimento com o escândalo da ISL. A renúncia encerrou as investigações e o processo foi arquivado.
Depois foi a vez de Ricardo Teixeira, no mesmo escândalo de Havelange, se afastar de todos os órgãos.
Agora, é o Comitê Rio 2016 que humilha a nação brasileira.
Como tenho escrito, uma coisa são os jogos, as disputas, os pódios. A outra, os negócios. Negócios sujos, inclusive.
Estrutura
Há alguns meses visitei a sede do Comitê Olímpico Brasileiro, na Barra da Tijuca, onde conheci fenomenal estrutura, sem igual no nosso esporte.
No mesmo local trabalham os funcionários da organização dos Jogos Rio 2016, com seus currículos de “Primeiro Mundo”, pois as funções  e responsabilidades exigem profissionais de gabarito internacional.
Há poucos dias, também comentei sobre salários de dirigentes e funcionários do esporte de rendimento, pagos com verba pública.
O próprio Sérgio Lobo, diretor financeiro do COB, afirmou que é preciso oferecer salários “atrativos” para ter profissionais à altura da organização olímpica.
Por tudo isso, estarrece que funcionários de uma instituição desse nível, que promove relações esportivas internacionais e que tem o “respeito à ética” como base histórica de sua estrutura, estejam envolvidos em roubos de documentos sigilosos dos Jogos de Londres.
Imagino que os “profissionais” brasileiros faziam intercâmbio não são estafetas ou estagiários, mas pessoal de escalões de destaque na estrutura, responsáveis por diferentes frentes na organização do Rio 2016.
Mesmo nesse nível, foram ingênuos ao surrupiarem documentos de um computador alheio, sem imaginar que o sistema de segurança não os denunciaria.
O vexame está espalhado pelo mundo, e que credibilidade os promotores do bilionário evento carioca transmitem à sociedade?

Brasil olímpico passa novo vexame internacional


A notícia divulgada pelo companheiro Juca Kfouri, envolvendo 10 funcionários do Comitê Jogos Rio 2016 em roubo de documentos da Organização dos Jogos de Londres é o terceiro vexame da diplomacia do esporte brasileiro em um ano.
Em novembro último, João Havelange desligou-se do Comitê Olímpico Internacional, alegando problemas de saúde, para evitar ser expulso do órgão, depois de comprovado seu envolvimento com o escândalo da ISL. A renúncia encerrou as investigações e o processo foi arquivado.
Depois foi a vez de Ricardo Teixeira, no mesmo escândalo de Havelange, se afastar de todos os órgãos.
Agora, é o Comitê Rio 2016 que humilha a nação brasileira.
Como tenho escrito, uma coisa são os jogos, as disputas, os pódios. A outra, os negócios. Negócios sujos, inclusive.
Estrutura
Há alguns meses visitei a sede do Comitê Olímpico Brasileiro, na Barra da Tijuca, onde conheci fenomenal estrutura, sem igual no nosso esporte.
No mesmo local trabalham os funcionários da organização dos Jogos Rio 2016, com seus currículos de “Primeiro Mundo”, pois as funções  e responsabilidades exigem profissionais de gabarito internacional.
Há poucos dias, também comentei sobre salários de dirigentes e funcionários do esporte de rendimento, pagos com verba pública.
O próprio Sérgio Lobo, diretor financeiro do COB, afirmou que é preciso oferecer salários “atrativos” para ter profissionais à altura da organização olímpica.
Por tudo isso, estarrece que funcionários de uma instituição desse nível, que promove relações esportivas internacionais e que tem o “respeito à ética” como base histórica de sua estrutura, estejam envolvidos em roubos de documentos sigilosos dos Jogos de Londres.
Imagino que os “profissionais” brasileiros faziam intercâmbio não são estafetas ou estagiários, mas pessoal de escalões de destaque na estrutura, responsáveis por diferentes frentes na organização do Rio 2016.
Mesmo nesse nível, foram ingênuos ao surrupiarem documentos de um computador alheio, sem imaginar que o sistema de segurança não os denunciaria.
O vexame está espalhado pelo mundo, e que credibilidade os promotores do bilionário evento carioca transmitem à sociedade?

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