quarta-feira, 15 de agosto de 2012

AÇÕES PARA O FORTALECIMENTO DO CICLO OLÍMPICO A E PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA
Recebemos hoje este e-mail - um convite aos Profissionais e população geral -  do colega Profissional de Educação Física Lúcio Rogério, assessor parlamentar do CONFEF junto ao Congresso Brasileiro.

Carta/Convite n° 009/2012 FPDAFDH - Brasília, 15 de Agosto de 2012.



Aos Amigos da Educação Física, seus alunos/clientes, amantes de Corrida de Rua e Caminhadas.
Exmos(as). Senhores(as).



Assunto: Alerta/Convite para PARTICIPAÇÃO em Caminhada/Corrida o que preferirem, em curta distância (em volta do Congresso Nacional) - inaugurando o Ciclo Olímpico Brasileiro no Legislativo - objetivando incentivar os “Legados Sócio-Educacionais” para o povo Brasileiro.



Caríssimos(as),
No dia 22 de Agosto, a Comissão de Turismo e Desporto realizará audiência pública com o tema: CICLO OLÍMPICO BRASILEIRO - Legados Sócio-Educacionais - por conta de requerimento aprovado e com vários autores. Será às 14h30. Tal pedido teve origem na Frente Parlamentar da Atividade Física Para o Desenvolvimento Humano, a qual é Presidida pelo Senhor Deputado João Arruda do PMDB/PR e que ainda têm como Presidente de Honra o Sr. Deputado André Figueiredo do PDT/CE. (Suas presenças são imprescindíveis nessa Audiência, assim, também se sintam convidados a esse evento!).
Para dar destaque a esse importante momento em nosso país, quando todos acompanhamos os esforços do Governo Brasileiro em auxiliar o Comitê Olímpico para a realização dos Jogos Olímpicos Mundiais no Brasil, além dessa Audiência com renomados personagens do meio esportivo e da Educação Física Brasileira, organizaremos essa corrida/caminhada, para a qual, OS CONVIDAMOS A PARTICIPAR, a partir da 09h45m do mesmo dia 22 de agosto – próxima quarta feira..
Usaremos a pista que fica entre o espelho d'agua e o gramado a Frente do Congresso Nacional, para saída e chegada dos atletas/alunos/idosos e outros praticantes dentre os quais, Congressistas e Autoridades do Executivo. Todos irmanados em prol dessa relevante ação social – qual seja – DESTACAR A PREOCUPAÇÃO E PROPOR AÇÕES EM PROL DE LEGADOS QUE MUDEM A CULTURA DO POVO BRASILEIRO PARA O RECONHECIMENTO DA IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO EM SUAS VIDAS E MELHORIAS DO ATENDIMENTO SOCIAL PELO ESTADO NAS ESCOLAS, HOSPITAIS, CENTROS ESPORTIVOS E OUTROS LOGRADOUROS PÚBLICOS!
Façam contato com seus alunos/clientes e convide-os pessoalmente para que estes os acompanhem nesse momento de grande apelo social, teremos, para o “treino” e ou “experimentação” em companhia do SEU TREINADOR PESSOAL, pequena parte das pistas em volta do Congresso Nacional das 09h45 até 12h15, do dia 22, INTERDITADA, o percurso mede pouco mais de três quilômetros.
A organização técnica de tal evento será realizada por um Consórcio, sem fins lucrativos, entre o CONFEF/CREFs - Conselhos Federal e Regionais de Educação Física, a FIEP/Brasil - Federação Internacional de Educação Física, Associação de Treinadores de Corredores do DF e Sindicatos da Base Profissional, como o SINPEF/DF e Patronais do Setor de Esportes/Educação Física como o SEEAATESP, e estará sob a responsabilidade do Profissional de Educação Física, Sr. Lúcio Rogério Gomes dos Santos, registro profissional número 000001-G/DF.
O EVENTO SERÁ TOTALMENTE GRATIS AOS PARTICIPANTES, que serão inscritos na hora, mas que podem fazer pré-inscrição para garantir sua camisa, pelo endereço eletrônico – luciorogerio@luciorogerio.com – mandando, nome, idade, telefone, tamanho da camisa (P – M – G – GG – XXG) e endereço eletrônico.

Redundamos que tal CONVITE para essa breve caminhada/corrida de rua colocará definitivamente o assunto LEGADOS SÓCIO-EDUCACIONAIS na pauta da imprensa Nacional e Internacional. Chamando a atenção para os organizadores da Olimpíada no Brasil sobre esse importante compromisso, o que se tornará possível com a sua presença e participação, especialmente na companhia de parlamentares federais do seu estado!
Sem mais, cordialmente.
Profissional de Educação Física, LÚCIO ROGÉRIO

CREF n° 000001-G/DF
SECRETÁRIO EXECUTIVO DA FPDAFDH



COB FALA PÓS OLIMPIADA

Sob pressão por medalhas, COB tem meta "dura e factível" para 2016

Marcus Vinicius Freire, Superintendente do Comitê Olímpico Brasileiro, relata numa entrevista ao Jornal do Brasil, com a grife aparece do TERRA, aquilo que o COB ainda, no CRYSTAL PALACE, em LONDRES, justificava atuaçao do Brasil nesta Olimpíada.A colaboração do envio foi da Scheyla da CEV-LEIS.

Enquanto os britânicos acordaram nesta segunda-feira com a sensação do dever cumprido, depois de organizar uma Olimpíada impecável e com resultados acima do esperado no quadro de medalhas, os brasileiros começaram finalmente a viver a pressão total para não desapontar o mundo e repetir no Rio 2016 - dentro das devidas proporções - o sucesso de Londres 2012.

Até mesmo o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, já avisou que "o desempenho do time da casa no quadro de medalhas é fundamental para o sucesso dos Jogos". O que significa que o Brasil terá muitotrabalho a fazer nos próximos quatro anos. A meta estabelecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro é bastante ambiciosa: ficar entre os primeiros na classificação geral no Rio 2016.

Em Londres, a décima posição foi ocupada pela Austrália, com 35 medalhas no total, sendo sete de ouro. O Brasil não conquistou nem a metade disso, ficando com 17 medalhas no total, incluindo três douradas. Mesmo assim, este foi o melhor resultado de todos os tempos (em números totais de pódios) para os atletas de verde e amarelo e superou a meta inicial dos dirigentes esportivos.

Já de malas prontas para voltar ao Brasil, o superintendente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinicius Freire, recebeu o Terra nesta manhã no hotel onde estava hospedado no centro da capital britânica. Para ele, o objetivo de colocar a delegação no top 10 em 2016 "é duro, mas factível". O dirigente avaliou o resultado do País em Londres e ainda comentou situações individuais que acabaram prejudicando o desempenho do País na classificação geral -, como o caso da saltadora Fernanda Murer, que "menosprezou a regra do jogo, mesmo tendo recebido tudo que precisava", segundo Freire.

Confira abaixo a avaliação e os projetos do COB para que o Brasil finalmente se torne uma potência olímpica quando sediar os próximos Jogos daqui a quatro anos.

Terra: Quais as lições que o Brasil tira do quadro de medalhas de 2012

Marcus Vinícius Freire: Vimos uma pulverização de conquistas ao redor do mundo. Até ontem pela manhã, 87 países ganharam medalhas em Londres. Além disso, houve uma diminuição das conquistas dos países que são potencias. Dos 12 primeiros, sete caíram, incluindo China e Estados Unidos. É uma pancada que não vinha acontecendo. E por fim ainda vimos uma especialização grande de países por modalidade, nas quais as confederações pegam uma duas medalhas e enfiam tudo ali, de foco e investimento. O Irã é um exemplo, que ganhou 12 medalhas só em levantamento de peso e luta livre, além do taekwondo.

Terra: Mas essa não é uma tendência, de concentrar esforços em poucas modalidades, que o COB pretende seguir, certo?

Freire: Não. Essa é uma avaliação macro do que ocorreu em Londres. Não é o nosso quadro. Culturalmente, precisamos continuar apoiando as modalidades coletivas, mesmo sendo mais caro. Sempre há aquela discussão sobre produtividade, mas sempre levamos por outro lado. Estamos saindo daqui com 17 medalhas, mas com 57 medalhistas (contando todos os vencedores em esportes por equipes como futebol e vôlei).

Terra: Mas ninguém faz a conta desse jeito...

Freire: Nós fazemos. Somos um país de esportes coletivos. Por isso, nossa tendência agora para 2016 é pegar as modalidades nas quais normalmente já ganhamos medalhas e ampliar as conquistas. Se hoje tivemos recorde de medalhas com quatro no judô e quatro no vôlei, de repente para o Rio a meta deles será cinco. No atletismo tivemos aproveitamento zero de 133 medalhas possíveis. Na natação são 96 medalhas. Conquistamos apenas duas. Por isso, os dois são pontos de atenção para nós porque temos histórico nesses esportes, eles têm patrocínio, têm federações fortes, por isso precisam de resultados.

Terra: O investimento no último ciclo foi consideravelmente maior, mas os resultados continuam pouco expressivos. Isso não mostra um erro no planejamento?

Freire: A gente confirma que a estratégia está correta quando vê três esportes que nunca ganharam nada em Jogos saindo daqui com medalhas para o País, como o boxe, o pentatlo moderno e a ginástica. Foram trabalhos que estavam dentro da nossa lista desde o começo e já conseguiram ganhar medalha agora, mesmo antes do Rio. A nossa meta é top 10 no total de medalhas. Se você olhar os países que estão nessa posição hoje, todos ganham em pelo menos 13 modalidades. Então, se nos mantivermos ganhando em oito, não vamos conseguir chegar.

Terra: O problema é que o investimento foi maior para 2012 e tivemos apenas duas medalhas a mais. Isso não é pouco?

Freire: Depende. Eu que sou economista te digo que é um crescimento de quase 20%. Se crescermos 30% na próxima chegaremos à meta do top 10.

Terra: Mas essa meta parece muito ambiciosa, se comparada ao objetivo desse ano...

Freire: Não é isso. Eu diria que as duas são metas realistas. As pessoas querem fazer a meta pensando que tudo sempre será 100%. O vôlei masculino mostrou isso, uma troca de tática do adversário mudou tudo. E isso não acontece só com o Brasil, é com todo mundo. É verdade que aqui os britânicos quase não falharam e tomara que isso aconteça no Brasil. Mas essa não é a regra. A Austrália foi uma tragédia na natação, por exemplo. Por isso, colocamos a meta para Londres em 15 medalhas.

Terra: Mas pela conta do COI, que leva em consideração o total de ouros, o Brasil ficou em 22º lugar, bem longe do top 10. Freire: Sim, mas o problema é que não se compramedalha no mercado. Alguns países fazem isso, naturalizando atletas. Mas esse não é o nosso caminho. E o dinheiro só vai render frutos ao longo dos anos. Não é apenas em um ciclo olímpico. Os que vão para 2016 já são um investimento de muito tempo.

Terra: As críticas quanto ao trabalho de base das confederações e o apoio aos atletas persistem. O que está sendo feito para mudar esse quadro?

Freire: A estrutura é constitucional e não temos como alterá-la. Mas, quando a meta é olímpica, o COB entra na conversa e nós já estamos fazendo mudanças. Um exemplo é a Yane Marques (bronze no pentatlo moderno). Ela é um trabalho 100% do COB. Nos juntamos com o Exército, que nos ajudou muito, e a confederação da modalidade aceitou isso. E esse é um modelo que deu certo. Então pode ser que, em algumas modalidades, analisando junto com a confederação, entendamos que deixar o atleta dentro de um pacote olímpico seja melhor. Temos um trabalho semelhante ocorrendo em modalidades como canoagem e BMX, por exemplo. Muitas vezes teremos que fazer "a escolha de Sofia". Como no handebol. Adianta dispersar o investimento em dois, ou focar só no feminino, que já bateu na trave em duas olimpíadas? Ou seja, as mulheres já encostaram na elite, enquanto o masculino nem se classificou para os Jogos. Vamos sentar com as confederações e discutir isso, se vale dividir tempo e interesse ou focar no carro chefe.

Terra: Casos pontuais também atrapalharam o desempenho do Brasil no quadro de medalhas, como a saltadora Fabiana Murer e a Seleção masculina de futebol. Como você avalia esses casos?

Freire: No futebol, acho que as coisas acontecem desse jeito. Tomar um gol no primeiro minuto muda tudo mesmo. Foi um acaso e isso é normal. No caso da Fabiana, ela fez, disparado, a melhor preparação; nunca esteve tão bem, nunca teve tanto recurso. Acho que ela menosprezou uma regra do jogo. Foi só isso. Ela estava preparada, tínhamos psicólogos, tinha tudo. Só que ela correu um risco que não precisava ter corrido ao não partir para o salto. Mas isso também acontece. É uma atleta que fez um ciclo olímpico espetacular e chegou como favorita para medalha pelo trabalho dela e dos treinadores, mas acabou medindo mal o risco que tinha e acabou perdendo a oportunidade.

Terra: Você acredita então que o atleta brasileiro, no geral, não sofre mais de problemas psicológicos em competições como essa?

Freire: Acho que já foi o tempo disso. Tivemos sete psicólogos em Londres, além de todo o acompanhamento durante o quadriênio. Além do que, o COB está cheio de medalhistas olímpicos. Então a gente sabe o que eles estão passando e isso ajuda bastante no apoio.

Terra: E qual pode ser considerado o ponto alto do Brasil nessa Olimpíada?

Freire: O tricampeonato olímpico do José Roberto Guimarães é algo incrível. Além de somarmos agora mais seis bicampeões olímpicos a nossa lista. Sempre falo, somos um país de 200 milhões de pessoas, com apenas seis bicampeões até então. E damos quase nenhuma atenção para eles. Agora chegam mais seis com o bi do vôlei feminino. Então temos que comemorar bastante isso.