segunda-feira, 3 de setembro de 2012

XVII COPA MERCOSUL DE HANDEBOL EM SANTA MARIA

COMPETIÇÃO INICIA NA QUARTA NO CDM
Nesta quarta-feira à noite, no CDM, inicia a COPA MERCOSUL DE HANDEBOL, promovida pela Liga Santa-mariense e Federação Gaúcha de Handebol, com o apoio do Governo do Estado/FUNDERGS e Prefeitura Municipal de Santa Maria/SMEL.
Participam 41 equipes, nas categorias adulto, cadete, infantil e mirim, nos naipes masculino e feminino. As equipes são de Montevidéo, Santa Catarina e do RS, tendo as cidades de Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Caxias, Osório e Santa Maria.
A coordenação é dos professores: IRADIL ANTONELO, LUIZ CELSO GIACOMINI e SÉRGIO CHAVES e tem a participação da Simone Alves e Michele Antonello.

PARALIMPIADAS EM LONDRES


 » Dupla brasileira garante prata e joga pelo bi na bocha

Dupla brasileira garante prata e joga pelo bi na bocha

3set Dupla brasileira garante prata e joga pelo bi na bocha
O Brasil já garantiu a prata e vai brigar pelo bi paralímpico na Bocha. Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos, atuais campeões de duplas BC4, derrotaram os donos da casa por 3 a 2 e enfrentam a República Tcheca na final desta terça-feira, às 14h (10h de Brasília). Em um jogo tenso, em que as duas equipes erraram muito, precisão e paciência foram trunfos brasileiros na última parcial.
“Eu já havia dito que o jogo seria vencido nos detalhes. Quem errasse menos, venceria. A gente teve um erro bobo na segunda parcial, mas conseguimos nos recuperar a tempo”, disse Dirceu.
O Brasil começou vencendo. Na primeira parcial, fez 1 a 0 em uma bonita jogada de Eliseu Santos. Os atletas da Grã Bretanha fecharam a segunda parcial com 2 a 1 no placar. Os brasileiros conseguiram pontuar na terceira parcial e,após perderem algumas bolas importantes, fecharam o jogo em 3 a 2.
“Eu estou muito feliz. Repetir Pequim é um sonho que todos temos. Agora é ter foco, disciplina e concentração. Já conhecemos bem os nossos adversários. Jogamos hoje cedo contra eles e acho que isso pode nos ajudar”, avaliou Eliseu, referindo-se ao jogo da primeira fase, quando o Brasil venceu a República Tcheca por 9 a 0.
Na disputa por equipes, os brasileiros não jogaram bem e foram eliminados pela Tailândia por 11 a 1.
“Não foi um bom jogo, mas a experiência é válida, principalmente para os atletas paralisados cerebrais. Eles ganham muito vindo aqui, vendo o nível da categoria deles e vendo o quanto podem melhorar. O nível é muito alto e o Brasil precisa melhorar muito, mas já é um bom começo para esses jovens que estão disputando a primeira Paralimpíada de suas vidas”, analisou o técnico da seleção, Darlan Ciesielski.

PARALIMPIADAS EM LONDRES


Atletismo:

Alan Fonteles tem dia de estrela após desbancar Pistorius

3set Alan Fonteles tem dia de estrela após desbancar Pistorius
Alan Fonteles custou a pregar os olhos depois dos 21s45 que o alçaram a estrela do paradesporto mundial. O novo campeão paralímpico dos 200m T43 cumpriu todo o ritual esperado de alguém que acabara de desbancar o favoritíssimo sul-africano Oscar Pistorius. Depois do exame protocolar antidoping, entrevistas e cumprimentos, o brasileiro  chegou à vila quase 2h da manhã.
“Entrei no computador. Eram centenas de mensagens. Não consegui responder a todas. Mas também demorei a dormir”, contou, tímido, diante de cerca de 50 jornalistas de todo o mundo em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (3) em Stratford, bairro onde fica o Parque Olímpico.
Se as imagens não saíam da cabeça de Alan de noite, faltava a materialização do feito: a medalha de ouro que o brasileiro foi buscar na manhã seguinte no Estádio Olímpico. Foi com ela ao redor do pescoço que o atleta falou à imprensa brasileira e estrangeira e posou pacientemente para fotos com novos admiradores: crianças, policiais, voluntários, senhores de idade.
“A medalha de ouro é real?”, perguntou uma menininha para sua mãe. “Abrace ele! Esse é o momento mais importante da sua vida, filha!”, disse uma outra senhora para a garota a seu lado.
Sem perder a serenidade e a simpatia, Alan Fonteles falou sobre as declarações de Pistorius a respeito do tamanho de suas próteses.
“Ninguém gosta de perder. Entendo o que ele devia estar sentindo depois da prova e falou de cabeça quente. Estou dentro das regras do Comitê Paralímpico Internacional, isso é o que importa”, comentou Alan. “Somos adversários dentro da pista, mas quero seguir amigo dele. Não quero essa polêmica que estão tentando fazer”, minimizou o paraense de 20 anos, nascido em Marabá.
Quando perguntado se pretendia buscar a vaga nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, Alan foi categórico: “Não! Sou um atleta paralímpico e quero fazer minha história nas Paralimpíadas”, frisou.
Com os principais jornais ingleses na mão (guardou todos de recordação), Alan lembrava da família. “Falei com meu pai (Almir), com minha mãe (Cláudia) e com minha namorada (Mariana). Eles assistiram à prova juntos pela televisão e estavam muito felizes e orgulhosos”, contou Alan, ainda sem data para chegar no Pará.
“Vou primeiro a São Paulo e depois sigo para ver minha família. Imagino o tamanho da festa que estão preparando. Quando fui prata, em Pequim, foi uma loucura. Imagina agora!”.