segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Trilha ao Morro do Carmo. Domingo 16/09/2012

Excelente trilha para iniciantes, contato direto com a natureza e ambiente dos morros que circundam Santa Maria. A melhor vista panorâmica da cidade, em um dos pontos altos mais bonitos da região.

Informações:
- Data: 16/09/2012;
- Partida: 13:00h, em frente ao Carrefour;
- Retorno: 18:00h aproximadamente
- Distância: 13,5km;
- Número de vagas: máximo 15 participantes;
- Valores: R$ 7,00 antecipado mediante inscrição em uma das lojas ou R$ 10,00 na hora
- Informações nas lojas Orientista ou com o guia Vinícius
55 91182151

O que levar/vestir:
- Documento com foto;
- Vestuário leve, preferencialmente materiais sintéticos; (calças são recomendadas por evitar arranhões por espinhos/galhos nas pernas);
- Calçado confortável, preferencialmente já utilizado;
- Boné/chapéu para proteção do sol;
- Mochila pequena, que comporte os itens pessoais;
- Lanche rápido;
- Água;
- Protetor solar;
- Câmera digital;

Observações:
- Cumpra as determinações do(s) guia(s), para que seu passeio seja seguro e agradável.
- Procure fazer silêncio, é um sinal de respeito aos outros participantes e aos animais que moram na região;
- Procure não caminhar fora das trilhas demarcadas, evitando assim desgaste do solo;
- Não será permitido animais de estimação;
- Não será permitido consumo de bebidas alcoólicas e/ou substâncias ilícitas;
- Dos locais visitados, leve apenas fotos e lembranças. Traga de volta seu lixo. E aproveite!

Paralimpíadas de Londres:

Mais dourado, Brasil fecha os Jogos

 com brilho na piscina e nas pistas

Com 21 medalhas de ouro, país faz sua melhor campanha em Paralimpíadas; confira os destaques da competição, que chegou ao fim neste domingo

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

NO QUADRO DE MEDALHAS, O BRASIL DE 10º EM PEQUIM SALTOU PARA 7º EM LONDRES

Países Ouro Prata Bronze Total
1 China 95 71 65 231
2 Rússia 36 38 28 102
3 Grã-Bretanha 34 43 43 120
4 Ucrânia 32 24 28 84
5 Austrália 32 23 30 85
6 Estados Unidos 31 29 38 98
7 Brasil 21 14 8 43
8 Alemanha 18 26 22 66
9 Polônia 14 13 9 36
10 Holanda 10 10 19 39
11 Irã 10 7 7 24
12 Coreia do Sul 9 9 9 27
13 Itália 9 8 11 28
14 Tunísia 9 5 5 19
15 Cuba 9 5 3 17
16 França 8 19 18 45
17 Espanha 8 18 16 42
18 África do Sul 8 12 9 29
19 Irlanda 8 3 5 16
20 Canadá 7 15 9 31
21 Nova Zelândia 6 7 4 17
22 Nigéria 6 5 2 13




A alquimia nem sempre é a mais óbvia. Cada medalha de ouro dos Jogos Paralímpicos de Londres, assim como as olímpicas, é feita com apenas 1,34% de ouro, 92,5% de prata, 6,16% de cobre - e 100% de um esforço sobre-humano. O Brasil colheu 21 delas ao longo de 11 dias de competição na terra da Rainha e volta para casa com a campanha mais vitoriosa de sua história. A meta de ficar em sétimo lugar no quadro geral está cumprida, com 43 medalhas no total - 14 pratas e oito bronzes. O hábito de subir no pódio todo dia deve-se muito à natação e ao atletismo, mas não despreza a bocha, o futebol de 5, a esgrima, o judô e o goalball. Tem metal nobre à vontade para todos.
Paralimpíadas medalhistas Brasil (Foto: Fernando Maia/CPB)Os medalhistas brasileiros reunidos em Londres: melhor campanha do país (Foto: Fernando Maia/CPB)
Com seis ouros de Daniel Dias e três de Andre Brasil, a natação volta de Londres como esporte brasieiro mais vitorioso - sem contar quatro pratas e um bronze. As 14 medalhas no total só perdem para o atletismo, que ganhou 18, sendo sete douradas. Os outros títulos paralímpicos do país vieram na bocha, em dose tripla, no futebol de 5 e na esgrima. Após superar Pequim 2008 (47 medalhas, 16 ouros), a meta agora é o milagre da multiplicação dos números para fazer mais bonito ainda dentro de casa, daqui a quatro anos, nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro. Enquanto o novo ciclo começa, confira os destaques da edição 2012.
Amarradão paralimpíadas daniel dias (Foto: Getty Images)
Daniel Dias, uma usina de ouros
A piscina do Centro Aquático de Londres ficou pequena para ele. Nas seis provas individuais que disputou nas Paralimpíadas de 2012, Daniel Dias não quis saber de variar: faturou o ouro em todas. Foi o melhor do mundo nos 50m peito SB4 e em cinco provas da categoria S5: 50m borboleta, 50m costas, 50m livre, 100m livre e 200m livre. Com 15 medalhas em duas edições dos Jogos, sendo dez ouros, ele superou o nadador Clodoaldo Silva e a corredora Ádria Santos como maior medalhista paralímpico da história do país. O mais assustador é saber que a história ainda não acabou. Aos 24 anos, Daniel está apenas abrindo mais um ciclo olímpico, que vai terminar no Rio em 2016.
Amarradão paralimpíadas alan fonteles (Foto: Getty Images)
Alan Fonteles, o paraense de 20 anos que derrubou a lenda
Era noite de domingo em Londres, e Oscar Pistorius, a maior estrela dos Jogos, corria sozinho para o ouro nos 200m rasos T44. Quase sozinho. Com uma arrancada espetacular na reta final, um paraense de 20 anos correu como nunca e desbancou a lenda para ganhar um ouro histórico. E assim o mundo foi apresentado a Alan Fonteles. As próteses que impulsionaram sua reação foram alvos de críticas de Pistorius. E Pistorius foi alvo de críticas do planeta inteiro, que ameaçou vê-lo como mau perdedor. No dia seguinte, o sul-africano pediu desculpas, e tudo voltou ao normal: nas outras três provas, chegou à frente do brasileiro e fechou sua campanha com dois ouros e uma prata.
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Amarradão paralimpíadas terezinha guilhermina (Foto: Getty Images)
Terezinha Guilhermina e a maior lição de todas
Se há quem veja no atleta-guia apenas um coadjuvante nas competições de atletismo, Terezinha Guilhermina discorda. E mostrou isso para um Estádio Olímpico lotado. Já na parte final da prova de 400m T12, o guia Guilherme Santana tropeçou e foi ao chão. A cega mais rápida do mundo ainda tinha chances de pódio, mas optou pela solidariedade. Jogou-se na pista e lá ficou, até Guilherme levantar para os dois cruzarem juntos a linha de chegada em último lugar. O ato nobre foi recompensado no dia seguinte, quando a dupla ganhou o ouro e quebrou o recorde mundial nos 100m T11. Foi o segundo ouro de Terezinha, que também venceu nos 200m.
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Amarradão paralimpíadas futebol de 5 (Foto: Getty Images)
O futebol que tem o hábito de trazer medalhas de ouro
A derrota de Neymar & Cia para o México na final das Olimpíadas ainda estava fresca na memória quando a seleção brasileira de futebol de 5 abriu sua campanha nas Paralimpíadas. A busca do ouro não era exatamente uma pressão, estava mais para rotina, já que a luta era pelo tricampeonato. E assim foi. Com uma vitória por 2 a 0 sobre a França - algoz nos campos - a equipe verde-amarela garantiu o título. Festa principalmente para Marquinhos, Bill e o goleiro Fábio, que também estavam nas campanhas de Atenas 2004 e Pequim 2008.
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Amarradão paralimpíadas bocha (Foto: Getty Images)
Brasil, o país da bocha
Nas Olimpíadas, nem tem. Pouco popular no Brasil, a bocha verde-amarela surpreendeu o torcedor em Londres. Com três ouros e um bronze, foi o terceiro esporte mais laureado do país na campanha em Londres. A trajetória vitoriosa começou com Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos, que conquistaram o bicampeonato nas duplas. Depois, Dirceu repetiu a dose no individual, e Maciel Santos completou a trinca de ouros - Eliseu ainda ganhou um bronze.
Amarradão paralimpíadas alessandro zanardi (Foto: Getty Images)Alessandro Zanardi foi um dos destaques das Paralimpíadas de Londres (Fotos desta página: Getty Images)
Entre os gringos, o show dos super-humanos
Como era de se esperar, Oscar Pistorius atraiu todos os holofotes com os ouros nos 400m T44 e no revezamento 4x100m. Mas a maior coleção de ouros nas Paralimpíadas ficou com a australiana Jacqueline Freney. A rainha paralímpica da natação venceu todas as oito provas que disputou na piscina do Centro Aquático. No tênis de cadeira de rodas, o fenômeno atendia pelo nome de Esther Vergeer. A musa holandesa faturou mais um ouro e não perde uma partida desde 2003. No tênis de mesa, a polonesa Natalia Partyka venceu a disputa na classe 10. E lembra Pistorius por também competir nas Olimpíadas - tem duas participações.
Por fim, não dá para passar pelos Jogos de Londres sem citar a incrível história de Alessandro Zanardi. O italiano, que já foi piloto de Fórmula 1, sofreu um acidente grave aos 34 anos e teve de amputar as duas pernas. Sem esquecer a velocidade, abraçou o ciclismo paralímpico e brilhou ao conquistar dois ouros: na categoria H4 do contra-relógio e na prova de estrada. Para um evento de âmbito mundial marcado pela superação, difícil imaginar exemplo melhor.
Confira todas as medalhas do Brasil nas Paralimpíadas de Londres, dia a dia:
30 de setembro
Andre Brasil - prata nos 200m medley SM10
Daniel Dias - ouro nos 50m livre S5
Michele Ferreira - bronze no judô categoria até 52kg

31 de agosto
Lúcia Teixeira - prata no judô categoria até 57kg
Daniele Bernardes - bronze no judô categoria até 63kg
Andre Brasil ouro nos 50m livre S10
1º de setembro
Andre Brasil - ouro nos 100m borboleta S10
Antônio Tenório - bronze no judô da categoria até 100kg
Daniel Dias - ouro nos 200m livre da S5 de natação
2 de setembro
Yohansson Nascimento - ouro nos 200m T46
Alan Fonteles - ouro nos 200m T44
Terezinha Guilhermina e Jerusa Geber - ouro e prata nos 200m T11
3 de setembro
Odair Santos - prata nos 1.500m T11
4 de setembro
Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos - ouro na classe BC4 na disputa de pares mistos
Andre Brasil - prata nos 100m costas S10
Daniel Dias - ouro nos 100m peito SB4
Yohansson Nascimento - prata nos 400m T46
Felipe Gomes e Daniel Silva - ouro e prata nos 200m T11
Jonathan Santos - bronze no lançamento de disco F40
5 de setembro
Jovane Guissone - ouro na categoria B da esgrima
Terezinha, Jerusa Santos e Jhulia Santos - ouro, prata e bronze nos 100m rasos T11
6 de setembro
Edênia Garcia - prata nos 50m costas S4 da natação
Daniel Dias - ouro nos 50m costas da natação
Andre Brasil e Phelipe Rodrigues - ouro e prata nos 100m livre S10 da natação
7 de setembro
Daniel Dias - ouro nos 50m borboleta da natação
Joana Silva - bronze nos 50m borboleta na natação
Goalball - prata no masculino
Lucas Prado - prata nos 400m T11

8 de setembro
Shirlene Coelho - ouro no lançamento de dardo F37/38
Eliseu dos Santos - bronze na bocha BC4
Maciel Santos - ouro na bocha BC2
Brasil - ouro no futebol de 5 (tricampeonato)
Daniel Dias - ouro 100m livre S5 na natação
Dirceu Pinto - ouro na bocha BC4 (bicampeonato)
Lucas Prado e Felipe Gomes - prata e bronze nos 100m rasos T11
Claudiney Batista - prata no lançamento de dardo F57/58

9 de setembro
Tito Sena - ouro na maratona T46