domingo, 20 de julho de 2014

NOSSO BLOG EM PARALELO COM NOSSO SITE OLIMPICO


Os megaeventos esportivos e
o desperdício de legados
 José Cruz

Depois da “Copa das Copas” o governo se prepara para ter “a melhor Olimpíada de todos os tempos”. E ficará a ideia de que, de fato, somos os melhores, imbatíveis etc e tal. Pura ilusão, porque na falta de competência de muitos a hospitalidade brasileira compensa, e a imagem nacional turbina lá fora, o que é muito bom, com certeza.
          Neste primeiro contato com os leitores, lembro que o Brasil se candidatou a oito grandes eventos esportivos:  Jogos Pan-Americanos de 2007, Jogos Mundiais Militares (2011) , Jogos Escolares Mundiais (2013), Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo de Futebol (2014), Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016), Jogos Paralímpicos (2016) E Universíade – Brasília 2019.
           E daí? Qual o grande projeto esportivo brasileiro para a juventude, para os estudantes em geral, para os universitários? Não temos. Até porque, ainda hoje se discute se devemos ou não ter a elementar prática de educação física na idade escolar.. Insisto, para evitar a ira dos contrários, que não é transformar a escola em centros de formação de atletas. Mas não se pode desperdiçar o potencial de 40 milhões de estudantes, onde devem estar escondidos milhões de talentos.
    Brasília recebeu no ano passado os Jogos Escolares Mundiais. Lamentavelmente,não tinha crianças nem estudantes nos ginásios, pistas ou piscinas. Estavam vazios. Perdeu-se a oportunidade de incentivar a nova geração à prática esportiva. E aqui estavam representantes de mais de 100 países, muitos em ascensão para, quem sabe, estarem nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
        Essa é a questão: para que servem os megaeventos, além de enriquecer empreiteiras em obras superfaturadas, como demonstrou o TCU em suas auditorias do Pan 2007? Qual a destinação dos valiosos espaços construídos?
            A propósito, qual o grande legado para o Rio de Janeiro deixado pelo Pan? Sete anos depois, o que ficou foi um estádio de futebol fechado – o Engenhão –, porque a cobertura estava desabando.
             E o que dizer do Velódromo de R$ 15 milhões, destruído, porque não atende às necessidades olímpicas? então, será construido outro, de R$ 170 milhões...
            E o Estádio do Remo da Lagoa, terceirizado e com limitação de espaço para os atletas? Finalmente: como podemos ter esperanças num Brasil olimpicamente progressista se até o laboratório antidoping perdeu o credenciamento e não há muitas chances de recuperá-lo até 2016?
           Em seminário que participei, o médico gaúcho Eduardo de Rose lembrou que a Agência Mundial Antidoping (WADA) precisa do laboratório da cidade-sede dos Jogos dois anos antes do evento, para testar os equipamentos, promover o treinamentos de funcionários, ténicos etc. Nosso prazo se esgotou e o Laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro está em fase de “construção”, segundo o Ministério do Esporte. E só no ano que vem é que será pedido o novo credenciamento, um ano antes da Olimpíada. Conseguiremos?
       Enfim, conquistamos grandes eventos esportivos, mas os governos federal, estaduais e municipais não se prepararam para deles colher os tais "legados", que são valiosas heranças para a população, os jovens, principalmente. 

*Jornalista e blogueiro do UOL Esporte, sobre política, economia e legislação do esporte

NOTA DO EDITOR
Nosso site olímpico tem o prazer de publicar um comentário do amigo e colega JCRUZ, que integra o TIME SANTA MARIA NA COBERTURA DA RIO 2016.
Ele terá participações na coluna COMUNICAÇÃO OLIMPICA, que estreiará, a partir do mês de agosto, depois de nossa estada no Rio de Janeiro, no período de 3 a 9 de agosto de 2014, quando estaremos com matérias diretas de lá, além de boletins na Rádio Imembui, às 12h50min e faremos ampla matéria para o nosso jornal SAUDE PELA PRÁTICA, ediçao de setembro. 


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Mundial Juvenil Feminino de Handebol:
BRASIL ESTRÉIA COM VITÓRIA
Brasileiras fizeram jogo bastante equilibrado com a Suécia
 Técnico, santa-mariense  ALEXANDRE SCHNEIDER
Santo André (SP) - O Brasil começou bem a participação no Campeonato Mundial Juvenil Feminino de Handebol, disputado na Macedônia. Neste domingo (20), logo na estreia, a equipe venceu a Suécia, por 24 a 23 (13 a 14 no primeiro tempo). Amanhã, às 10h (horário de Brasília), o time vai em busca de mais um resultado positivo, desta vez sobre a Coreia.

A equipe verde e amarela foi quem balançou a rede pela primeira vez na partida, aos 2 minutos. Na sequência, as suecas igualaram e se portaram melhor dentro de quadra, chegando a abrir três gols de vantagem. As brasileiras conseguiram reagir e fecharam o primeiro tempo com uma pequena desvantagem. Na etapa final, com uma defesa bem postada, o Brasil correu atrás da recuperação, conseguiu virar e fechar o confronto com um gol à frente. A artilharia ficou com a sueca Emma Ekenman-Fernis, com dez gols. Pelo Brasil, a maior goleadora foi Lígia Silva, com seis.

O Brasil compõe a chave A, ao lado de Coreia, Holanda, Kazaquistão, Suécia e Tunísia, com sede na capital Escópia. Os quatro primeiros colocados passam para a próxima fase e enfrentam os quatro classificados da chave B, formada por Congo, Hungria, Japão, Noruega, Paraguai e Rússia. A chave C é composta por Alemanha, Argentina, Dinamarca, Macedônia, Romênia e Uzbequistão. Já o grupo D conta com Angola, China, Croácia, França, Montenegro e Portugal.

Gols do Brasil: Lígia (6), Ana Claudia (4), Ana Luíza (4), Bruna (3), Talita (3), Anna Caroline (2), Cecília (1) e Jéssica (1).
Gols da Suécia: Emma (10), Anna (4), Olívia (4), Júlia (2), Hanna (1), Sara (1) e Sofia (1).

Tabela (grupo A)
Horário de Brasília

Domingo (20)
Brasil 24 x 23 Suécia
12h15: Coreia x Holanda
14h30: Kazaquistão x Tunísia

Segunda-feira (21)
10h: Brasil x Coreia
12h15: Tunísia x Suécia
14h30: Holanda x Kazaquistão

Quarta-feira (23)
10h: Suécia x Holanda
12h15: Coreia x Kazaquistão
14h30: Brasil x Tunísia

Quinta-feira (24)
10h: Coreia x Tunísia
12h15: Kazaquistão x Suécia
14h30: Brasil x Holanda

Sábado (26)
10h: Tunísia x Holanda
12h15: Brasil x Kazaquistão
14h30: Suécia x Coreia

Segunda-feira (28)
Oitavas de final

Quarta-feira (30)
Quartas de final

Sexta-feira (1)
Semifinal

Domingo (3)
Final

Seleção Feminina Juvenil

Goleiras: Flávia Lima Gabina (Copel/Unipar/Umuarama-PR) e Maitê de Lima Dias (Associação Osoriense-RS).

Armadoras: Anna Caroline Rodrigues de Arruda (Clube Esportivo Mauá-RJ), Bruna Aparecida Almeida de Paula (Sel/Fadenp/São José dos Campos-SP), Cecília do Nascimento Mousinho (Clube Português do Recife/Aeso-PE), Juliana Borges Lima (Apahand/UCS/Fátima Saúde-RS), Lígia Costa Maia da Silva (Apahand/UCS/Fátima Saúde-RS) e Mariane Cristina Oliveira Fernandes (Metodista/São Bernardo-SP).

Centrais: Bárbara Sanny Vasconcelos Ferreira (Colégio Evolutivo/Hand Clube-CE), Gabriela Romero Moraes (Esporte Clube Pinheiros-SP) e Talita Alves Carneiro (Supergasbrás/UNC/Concórdia-SC).

Pontas: Aline Mayumi Koeke Bednarski (Hebraica-SP), Ana Cláudia Bolzan e Silva (Associação Cariaciquense de Esportes-ES) e Ana Luiza Aguiar Camêlo Borba (Supergasbrás/UNC/Concórdia-SC).

Pivôs: Jéssica Louise Suzano Costa (FAB/Vila Olímpica/MJG Tubino-RJ) e Priscila Vitória de Oliveira Caetano (Abluhand/SC).

Comissão técnica
Técnico: Alexandre Schneider
Assiste técnico: Isaías Gomes de Oliveira
Auxiliar técnico: Camila Dionízio Ferraz
Preparador físico: Fausto Steinwandter
Fisioterapeuta: Nelson Lineu de Assis
Supervisora: Cláudia Pereira Sampaio Mota
NOTA DO EDITOR 
Na qualidade de ser uma pessoa que acompanha o handebol há mais de 40 anos, temos o prazer de anunciar a volta de nosso técnico, que saiu de Santa Maria, Alexandre Schneider ao handebol nacional, pois foi técnico da Seleção Adulto Masculino, na Olimpiada de ATENAS e agora ele volta a SELEÇÃO FEMININO.
E tambem, apesar de não ser divulgado pela nossa FGHb - desculpa, pelo menos não sabíamos, o RS, volta também a ter atletas. Na relação oficial da CBHb estão as gaúchas: Maitê de Lima Dias (Associação Osoriense-RS).
Juliana Borges Lima (Apahand/UCS/Fátima Saúde-RS), Lígia Costa Maia da Silva (Apahand/UCS/Fátima Saúde-RS).
(CLERY - EDITOR)

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ESPORTE, UMA LIÇÃO DE VIDA
Estamos apresentando em inglês, como recebemos o escrito de      JOHANN KOSS e abaixo traduzimos pelo GOOGLE e algumas correções, a referência feita a MANDELLA, que na sua busca  constante da PAZ entre os POVOS, ele sempre via o ESPORTE como um meio desta conquista. Claro, dentro dos seus princípios sadios.
(EDITOR CLERY)


Johann Koss( President and CEO of Right To Play GET UPDATES FROM Johann Koss )

The Day I Met Mandela: My Lesson in Unity, Freedom and Equality Through Sport
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I, like most people, am inspired by Nelson Mandela. In 2000, I had the good fortune of meeting him in a quiet, unassuming green room, which turned out to be an unforgettable and defining moment in my life.
We met at a pre-Olympic conference, where I presented him with the first-ever Child's Right To Play Award, on behalf of then-Olympic Aid. I will never forget how anxious I was, a young athlete with the dream of using sport and play to improve children's lives, meeting the man who had set the standard on promoting unity, freedom and equality through sport. Of course, as anyone who met him would attest, Mandela embodied greatness, but what I remember most were his quiet thoughtfulness, his humble presence and his gracious wisdom.
My nervousness at meeting him evaporated instantly, converted by his genuine and personal interest in learning more about my work. It was September -- only a couple of months before I would officially incorporate Right To Play as an organization in Canada. Sitting in that green room before we took the stage, I spoke to Nelson Mandela about my vision of what Right To Play could be.
My dedication to sport and play as development tools began when I visited the country of Eritrea only six months before the incredible 1994 Winter Olympics in Lillehammer, where I represented my home country of Norway. In 1994, Mandela became South Africa's first democratically elected President. A year later, he used sport to turn a World Cup Rugby match into a moment that would give his country a glimpse of unity and hope for a better future. Today, when we talk about Mandela's legacy, it is often that game -- that stroke of political genius and profound human insight -- that we talk about.
I remember the man they call Madiba with great fondness, admiration and gratitude. Not only was he a man who dedicated his life to peace and freedom, he was an incomparable leader who truly understood the power of sport.
His vision to unite a divided South Africa -- torn apart by apartheid -- through a game, inspired me to understand the broader impact sport can have. That, together with personal experience, helped form my vision of how to help children through sport and play. In many ways, it was the support, encouragement and inspiration I received that day from the great Nelson Mandela that fuelled my energy to establish Right To Play.
President Mandela understood that sport is an equalizer. It is a language without borders -- one we all speak. It is a human instinct, an expression of joy and an education. He believed no matter where you come from, no matter who you are, a game can change your life.

Nelson Mandela leaves us as one of the most influential leaders in history. He earns that title not for his brutality or his iniquities, but for his compassion, his vision and his enduring faith in humankind's ability to make the world a better place.
I call on all world leaders, all community leaders, all teachers, all parents, and all children around the world to follow in the footsteps of this great man. To read his playbook and replicate his moves. Nelson Mandela understood that sport -- a game -- could change a country and the world. In that, he forever changed the game.
Johann Koss is Founder, President and CEO of Right To Play -- a global organization that uses the transformative power of play to educate and empower children facing adversity. Right To Play reaches one million children across more than 20 countries through regular weekly sport and play activities that help build essential life skills and better futures, while driving lasting social change. Visit http://www.righttoplay.com
 


 Johann Koss - Presidente e CEO da Right To Play
 
Um dia encontrei MANDELA:  Uma Lição de Vida: Liberdade e Igualdade Através do Esporte


          Eu, como a maioria das pessoas, somos inspirados por Nelson Mandela. Em 2000, eu tive a sorte de encontrá-lo numa zona tranquila, modesta sala verde, o que acabou por ser um momento inesquecível e decisivo na minha vida.

           Nós nos conhecemos em uma conferência pré-olímpico, onde eu lhe presentei com direito a primeira criança para jogar Award, em nome da Ajuda, em seguida,-Olímpico. Eu nunca vou esquecer o quão ansioso estava eu, um jovem atleta com o sonho de utilizar o esporte e jogar para melhorar a vida das crianças, encontrando o homem que definiu o padrão em promover a unidade, a liberdade ea igualdade através do esporte. Claro que, como qualquer um que o conheceu atestaria, Mandela encarna a grandeza, mas o que mais me lembro eram sua reflexão tranquila, sua humilde presença e sua sabedoria gracioso.
          Meu nervosismo em conhecê-lo evaporou instantaneamente, convertido por seu interesse genuíno e pessoal em aprender mais sobre o meu trabalho. Era setembro - apenas um par de meses antes de eu iria incorporar oficialmente Right To Play como uma organização no Canadá. Sentado na sala verde, antes de subir ao palco, falei com Nelson Mandela sobre a minha visão do que Right To Play poderia ser.

          Minha dedicação ao desporto e jogar como ferramentas de desenvolvimento começou quando visitei o país da Eritreia apenas seis meses antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994 incríveis em Lillehammer, onde eu representava meu país natal, a Noruega. Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente democraticamente eleito da África do Sul. Um ano mais tarde, ele usou o esporte para virar um jogo da Copa do Mundo de Rugby em um momento em que daria seu país uma visão de unidade e esperança de um futuro melhor. Hoje, quando falamos sobre o legado de Mandela, muitas vezes é que o jogo - que golpe de gênio político e profunda percepção humana - que falamos.
        Lembro-me do homem que chamam Madela com grande carinho, admiração e gratidão. Não só ele foi um homem que dedicou sua vida à paz e à liberdade, ele era um líder incomparável que realmente entendeu o poder do esporte.

         Sua visão de unir a África do Sul dividida - dilacerada pelo apartheid - por meio de um jogo, me inspirou a entender o esporte impacto mais amplo pode ter. Isso, juntamente com a experiência pessoal, ajudou a formar a minha visão de como ajudar as crianças através do esporte e lazer. Em muitos aspectos, foi o apoio, incentivo e inspiração que recebi naquele dia, desde o grande Nelson Mandela que alimentou a minha energia para estabelecer Right To Play.  
           Presidente Mandela entendia que o esporte é um equalizador. É uma linguagem sem fronteiras - que todos nós falamos. É um instinto humano, uma expressão de alegria e de uma educação. Ele acreditava que não importa de onde você vem, não importa quem você é, um jogo pode mudar a sua vida.  
           Nelson Mandela deixa-nos como um dos líderes mais influentes da história. Ele ganha esse título não por sua brutalidade ou as suas iniqüidades, mas por sua compaixão, a sua visão e sua fé inabalável na capacidade da humanidade para tornar o mundo um lugar melhor.

           Peço a todos os líderes mundiais, todos os líderes comunitários, todos os professores, todos os pais e todas as crianças ao redor do mundo para seguir os passos deste grande homem. Para ler a sua cartilha e replicar seus movimentos. Nelson Mandela compreendeu que o desporto - um jogo - pode mudar um país e do mundo. Nesse, ele mudou para sempre o jogo.

           *
Johann Koss - É fundador, presidente e diretor executivo da Right To Play - uma organização global que usa o poder transformador do jogo para educar e capacitar crianças que enfrentam adversidade. Right To Play atinge um milhão de crianças em mais de 20 países através de actividades desportivas e de lazer regulares semanais que ajudam a construir habilidades de vida essenciais e um futuro melhor, enquanto dirigia a mudança social duradoura. visite http://www.righttoplay.com