terça-feira, 25 de novembro de 2014

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Eduarda Amorim comemora ano de grandes conquistas no handebol

Atleta da Seleção Brasileira conquistou a tríplice coroa com seu clube, Gyori Audi Eto, da Hungria, e foi eleita a melhor atleta de handebol do ano
Santo André (SP) - O ano de 2014 vai chegando ao fim com muitos motivos para Eduarda Amorim comemorar. A armadora esquerda da Seleção Brasileira Feminina de Handebol foi bicampeã da Champions League, campeã da Copa Húngara e da Liga Húngara com o Gyori Audi Eto, da Hungria, foi escolhida a melhor jogadora da posição, ganhou a responsabilidade de assumir a função de capitã da equipe que defende desde 2009, e, aos 28 anos, encerra o ano com a premiação de melhor atleta do handebol brasileiro, oferecido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Esse é realmente um ano marcante para Duda. A catarinense de Blumenau (SC) teve 100% de aproveitamento na temporada e comemora cada uma de suas conquistas. "A felicidade e a satisfação são enormes. Pelo segundo ano, ser eleita como melhor na modalidade é motivo de orgulho. É ver a dedicação diária materializando-se em forma de reconhecimento", disse Duda, que já havia recebido o Prêmio Brasil Olímpico em 2012.

Apesar de tantas comemorações, agora é hora de direcionar o foco ao time brasileiro, que está se preparando para importantes competições deste ciclo, como os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Duda está na Espanha para mais uma fase de treinamento com a Seleção e, de sexta-feira (28) a domingo (30), participa do Torneio Internacional da Espanha, onde o Brasil enfrentará a equipe da casa, a Polônia e a Tunísia. Na semana seguinte, irá para a Suécia para um amistoso contra as anfitriãs e para mais uma fase de treinamentos com o grupo dirigido pelo técnico dinamarquês Morten Soubak.

O tempo com as brasileiras será curto, já que, depois da Suécia, Duda já voltará para a Hungria. Na reapresentação ao clube, terá a Champions League como próximo compromisso, porém os jogos voltam apenas no dia 30 de janeiro. "Temos a perspectiva de buscar novamente o título da Liga dos Campeões, mesmo sabendo que o time está em um momento diferente, pois duas atletas importantes ficarão de fora por estarem grávidas", comentou Duda, se referindo a húngara Anita Görbicz e a norueguesa Katrine Lunde Haraldsen. "Mas acredito e confio no grupo, tanto nas atletas quanto na comissão técnica, e claro, conto com o apoio da nossa torcida na busca de mais essa conquista", complementou a armadora esquerda.

Em um momento importante da carreira, Duda lembrou de todos que, indireta ou indiretamente, fazem parte de tudo o que ela tem conquistado ao longo dos anos. "Agradeço a todos os envolvidos nessa etapa importante da minha carreira por acreditarem no meu potencial, como a Confederação Brasileira de Handebol, a Seleção, aos nossos patrocinadores, ao meu clube, marido, familiares e amigos. Sem toda essa estrutura, nada disso teria sido possível", concluiu.

O bom momento de Duda e do handebol feminino do Brasil não se restringe a 2014. A jogadora ajudou a Seleção Brasileira a conquistar o inédito título Mundial em 2013 e a chegar ao sexto lugar, melhor posição já alcançada pelo País, nos Jogos Olímpicos de 2012.

Receber o Prêmio Brasil Olímpico, como a melhor jogadora de handebol de 2014, é algo mais do que justo para essa que é um dos ícones atuais da modalidade no Brasil e no Mundo. A entrega será no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ), no dia 16 de dezembro.
Os Correios e o Banco do Brasil são os patrocinadores oficiais do Handebol do Brasil. A ASICS é a marca oficial de material esportivo e a Penalty a fornecedora de bolas.

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Blog do José Cruz

O esporte na rota da corrupção

José Cruz
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Não são só empreiteiras. As parcerias entre estatais e instituições do esporte também precisam ser investigadas. Banco do Brasil, Caixa, Infraero, Correios, Eletrobras e Petrobras são as investidoras de ponta. Há muitos anos.
Agora, começo a entender: estranhamente, bem antes de estourar o escândalo atual, a Petrobras já não respondia minhas indagações. Eram pedidos de informações muito simples, como os valores investidos nas modalidades patrocinadas. Como ocorre no Ministério do Esporte, o silêncio já estava decretado.
Com o escândalo agora também investigado nos Estados Unidos, os envolvidos se entregando e até apresentando provas de pagamento de propinas, surgem suspeitas sobre as relações da Petrobras com o esporte, além dos tradicionais “investimentos”. Por exemplo, o lobista Fernando Soares “Baiano”, preso, foi dono de uma academia famosa, no Rio de Janeiro, vendida em 2013 para um empresário, em transação limpa, conforme divulgou a imprensa carioca. real-ok
Meio campo
Mas era através dessa academia, que Baiano chegava a dirigentes esportivos, alguns de influência expressiva, promovendo a aproximação com assessores e o próprio Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, preso em março deste ano, mas já em prisão domiciliar, o tal que abriu o bico e deu no que se está vendo. Os detalhes dessas relações, em forma de “consultorias” deverão ser revelados pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista der Inquérito). “Deverão”, porque estamos falando de políticos…
Silêncio
Esse escândalo confirma que procediam as indagações sobre operações nebulosas envolvendo dinheiro público nos milionários negócios do esporte, desde o Pan 2007. Já sabemos sobre as propinas olímpicas e para a escolha de sede de Copa do Mundo. A própria preparação do Rio 2016 esconde casos nebulosos, como a construção do campo de golfe, obras no Engenhão, as destruições do Velódromo, da pista de atletismo Célio de Barros, do Autódromo da Barra, do Estádio de Remo da Lagoa etc. Os órgãos de fiscalização do governo, por mais eficientes que sejam, não conseguem acompanhar a velocidade da corrupção em geral, e o esporte, com o apelo das “emoções'', acaba no esquecimento.
Os R$ 6 bilhões gastos no último ciclo olímpico são insignificantes diante dos bilhões revelados no escândalo da Petrobras. Mas é dinheiro “do público”, do “contribuinte”, que precisa de esclarecimento rigoroso sobre os seus rumos.
Auditorias em todos os segmentos e instituições beneficiadas pela Lei de Incentivo ao Esporte, convênios com o Ministério do Esporte, Bolsa Atleta, patrocínio das estatais, Lei Piva, salários dos cartolas pagos com verbas públicas e por ai vai.
Teremos isso?