sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

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Esporte

Blog do José Cruz

A 533 dias da Olimpíada, APO continua sem presidente oficial

José Cruz
Duas semanas depois de ter pedido demissão da presidência da APO (Autoridade Pública Olímpica), o cargo continua sendo exercido interinamente pelo diretor-executivo, Marcelo Pedroso. A nomeação do próximo presidente – o terceiro na função – é da competência da presidente Dilma Rousseff, que encaminhará o escolhido ao Senado Federal, para ser sabatinado e, em votação, aprovado ou não.
               O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), general Fernando Azevedo e Silva, pediu demissão no início de fevereiro, depois que o Palácio do Planalto começou a divulgar notas indicando sua substituição, para acomodar aliados políticos do governo. Quando assumiu a APO, o general Fernando deu estrutura técnica à autarquia, eliminando os cargos políticos.
             A APO é um consórcio formado pelos governos federal, estadual e prefeitura do Rio, para cuidar da preparação da área esportiva da cidade aos Jogos Olímpicos de 2016. Antes de se afastar, o general deixou a matriz de responsabilidade atualizada, principalmente nos quesitos de custos e cronogramas. O primeiro presidente da APO foi o ex-ministro das Cidades, Márcio Fortes.
NOTA DO EDITOR
Nosso colega JCRUZ sempre atualizado trazendo um assunto de suma importância para o andamento do processo olímpico, pois como disse ele, a APO é o elo entre os 3 poderes: Federal, estadual e municipal, que juntos dão conta, prestam contas, com a RIO 2016 junto aos organismos oficiais: COI, CONFEDERAÇÕES etc.. 
Estaremos, no mês de março, no RIO DE JANEIRO, por ocasião dos 500 DIAS ANTES DA RIO 2016
(clery - editor) 


O ano começa com liberações moderadas de verbas para os Jogos Rio 2016

José Cruz

De olho na preparação da sede olímpica e  no treinamento da equipe nacional, o governo repassa recursos financeiros logo no início do ano, apesar do arrocho financeiro determinado pelo Palácio do Planalto
     Em apenas um mês – entre 12 de janeiro e 14 de fevereiro –, o Ministério do Esporte investiu R$ 27,8 milhões em obras, preparação de atletas, contratação de técnicos e aquisição de equipamentos para várias instituições nacionais. O valor é apenas 10% do total previsto em quatro contratos  com o Ministério do Esporte: R$ 246 milhões.
    Das confederações esportivas, a de Desportos Aquáticos (CBDA) levou R$ 3,4 milhões.  O dinheiro, para “treinamento dos atletas e participação em competições internacionais das seleções de polo aquático e eventos nacionais”, etc e integra o Plano Brasil Medalha 2016.
A verba destinada às confederações, neste início de temporada, , é a seguinte:
DESTINAÇÃO 2015R$ Milhões
Desportos Aquáticos3.499.504,00
Tiro Esportivo1.259.280,00
Lutas Associadas1.812.365,00
Hóquei sobre Grama4.901.295,00
TOTAL11.472.444,00
     Paralelamente, o Grêmio Náutico União, de Porto Alegre, recebeu R$ 1,6 milhão, última parcela de um convênio de R$ 4 milhões, para a aquisição de equipamentos de natação, ginástica olímpica, esgrima, aparelhos de musculação, judô etc, destinados prioritariamente à sua equipe olímpica.
Obras  
centro-aquatico-RJ
     Para as obras do Velódromo, o Ministério do Esporte liberou neste início de ano mais R$ 9,8 milhões, totalizando R$ 33 milhões até agora repassados àquela área esportiva. Restam R$ 60 milhões de verba federal a ser paga para essa obra. O total do Velódromo está orçado em R$ 112,9 milhões. Sem esquecer que o velódromo construído para o Pan 2007 foi totalmente destruído…
Já o Estádio Aquático (em projeção,na foto) foi contemplado com mais R$ 5,7 milhões, para um total de R$ 55 milhões até agora liberados. A obra está orçada em R$ 217 milhões, na cota do governo federal.
Senhores dos anéis
Fontes políticas do Rio de Janeiro alegam que o dinheiro ainda é pouco, “está saindo em conta-gotas'', provocando atrasos. Ocorre que as liberações estão concentradas nas mãos do chefe da Casa Civil da Presidência da República, Aloizio Mercadante, que abre o cofre conforme a pressão dos “senhores dos anéis''.
Enquanto isso
Apenas como comparação, lembrando o arrocho orçamentário do governo federal, 500 escolas do Pronatec – que oferece cursos técnicos gratuitos – estão sem receber as verbas oficiais, desde outubro, conforme divulgou a Folha de S.Paulo. Mas a preparação olímpica é como a Copa do Mundo, não pode falhar, pois há um compromisso do governo federal com o Comitê Olímpico Internacional. Logo, haja dinheiro.

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