terça-feira, 28 de abril de 2015

SAUDE PELA PRATICA COM O SITE OLIMPICO RIO 2016

  NOSSO BLOG EM PARALELO COM O SITE OLIMPICO, recebe algumas reportagens da RIO 2016.

Boa Leitura ( O EDITOR)

NOSSO SITE OLIMPICO JÁ HAVIA CONFIRMADO DE QUE VERBAS CONTINUARIAM SER LIBERADAS


Apesar do aperto na economia, Governo mantém liberações para Jogos Rio 2016

José Cruz
Mesmo diante da crise econômica, com restrições de crédito, cortes orçamentários, limitações de gastos públicos que repercutem em projetos sociais, educacionais e de saúde, o governo federal não tem como escapar das despesas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016. Na Educação, os investimentos caem 30%, em 2015, informa a Associação Contas Abertas. Mas o compromisso olímpico é inadiável, e o cronograma de desembolso precisa ser cumprido, sob pena de vexame internacional.
Só o Ministério do Esporte comprometerá R$ 915 milhões de seu orçamento, entre 2013 e 2016, para as obras dos ginásios e instalações esportivas.  Nos últimos dois anos, foram repassados R$ 70 milhões para a prefeitura do Rio de Janeiro. As principais liberações ocorreram nos primeiros quatro meses de 2015.      Deodoro
No complexo esportivo de Deodoro (foto), a previsão é investir R$ 302,4 milhões. Nessa área serão disputadas 11 modalidades, entre elas o basquete, o hipismo, mountain bike, pentatlo moderno, tiro esportivo, além de quatro esportes paraolímpicos.
Confederações
Também de seu orçamento, o Ministério do Esporte destinou R$ 24 milhões para cinco confederações, nestes quatro primeiros meses de 2015, com destaque para a de Judô, patrocinada pela Infraero, que recebeu R$ 10,8 milhões.
É importante lembrar que até 30% dos convênios para as confederações podem ser aplicados em “gestão e administração”, na maioria dos casos exercida por empresas particulares “especializadas”, o que demonstra a fragilidade da estrutura do nosso sistema esportivo.
      DESTINAÇÃO         2015 / R$
Confederação de Judô         10.899.161,00
Conf. Hóquei sobre Grama          4.901.295,00
Conf. Desportos Aquáticos          4.169.251,00
Conf. Tiro Esportivo          3.374.302,00
Conf. Lutas Associadas          1.357.827,00
       SUB-TOTAL       24.701.836,00
Obras Rio 2016 (1)        70.411.655,00
 Extra Jogos Rio 2016
Conf. Desportos na Neve          3.313.000,00
       TOTAL GERAL    107.327.871,00
(1) Inclusive liberações de 2014

domingo, 26 de abril de 2015

NOSSO SITE OLIMPICO COM JCRUZ, UMA PARCERIA AUTORIZADA E QUALIFICADA

A “Teoria do Tostines”, Lulu Santos e o esporte brasileiro

José Cruz
o

Ricardo Cabral
Professor de Educação Física da UERJ e gerente de Polo Aquático da CBDA
Não me recordo se foi no final dos anos 80 ou início dos anos 90,  a campanha publicitária do biscoito Tostines suscitou  reflexões no campo da sociologia, da psicologia,  da comunicação, ente outras.
Para quem não lembra, era aquela  questão: “O biscoito Tostines vendia mais porque estava sempre fresquinho ou estava sempre fresquinho porque vendia mais”?
Levando a “teoria”  para a nossa realidade esportiva, às vésperas dos Jogos Olímpicos de Rio 2016, podemos perguntar: o Brasil (no caso específico, a cidade do Rio de Janeiro) sediará os Jogos por ser uma nação esportiva ou passará a ser uma nação esportiva após os Jogos Olímpicos?
psicologia-do-esporte Afinal, o que significa ser uma “nação esportiva”?
De uma forma simples, podemos dizer que seria um país que democratizasse verdadeiramente o esporte em suas diferentes áreas de manifestação (formação, lazer e alto rendimento),  dando oportunidades de práticas através de políticas públicas eficazes.
Costumo, de forma resumida, mas bem explicativa, definir que “política pública” é o Estado Ação. Em outras palavras, o que fez ou o que faz o Estado para garantir a prática esportiva para uma população ativa, principalmente, de crianças e jovens?
Apesar das críticas que fazemos aos poucos avanços e conquistas nesta área, não podemos deixar de reconhecer alguns progressos.
Hoje, temos um Ministério específico, coisa que em  décadas passadas não existia, quando o esporte era atrelado a outras áreas. Pasmem! Até ao Turismo já foi vinculado!  Mesmo assim, ainda acho muito pouco, para quem vai sediar o maior evento esportivo do planeta.
Verbas  por  vezes mal aplicadas, distribuição focando praticamente no alto rendimento, ausência de políticas efetivas de esporte de formação, ausência de conexão entre a base, detecção de talentos e o alto rendimento, Cursos de Educação Física que passaram a relegar o esporte a segundo plano, ausência de gestores que conhecem efetivamente o esporte e suas necessidades, estão entre algumas de nossas necessidades esportivas mal atendidas.
No alto rendimento, no qual trabalho, também, de forma direta, as Leis de Incentivo, os Convênios, os patrocínios das Estatais, a Lei Agnelo Piva/COB, contribuíram de forma efetiva para uma melhora no quadro. Mas, também, ainda muito pouco. Vivemos num castelo de areia, que a qualquer momento pode ruir.
Voltando à “Teoria do Tostines” para tentar explicar a relação de sermos uma Nação Esportiva para sediar os Jogos ou sediar os Jogos para nos tornarmos uma Nação Esportiva: infelizmente, minha percepção é a de que nem um nem outro.
Não fizemos por merecer sediarmos os Jogos por não sermos uma Nação Esportiva. E não seremos (espero estar errado) uma Nação Esportiva após sediarmos os Jogos do Rio 2016.  Continuaremos com ações isoladas, umas eficazes, outras não.
Projetando para o pós-Jogos, me veio à cabeça a música do Lulu Santos: “Não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim…”
 NOTA DO EDITOR
Alguém deva estar comentando que o CLERY é um repassador de matérias do JCRUZ. É verdade tem várias, é porque o JCRUZ é meu colega, amigo e me autorizou isso ( independente de ser pública a sua coluna e nós com justiça, sempre fazemos menção a origem de nossas informações) ainda mais que estamos publicando ao nosso leitor, matérias investigativas de um jornalsita competente que vive este tipo de jornalismo.
MAS também, rarmente deixamos de comentar, porque conhecemos a área e neste caso, eu particularmente, estou mais crente do que o JCRUZ, acredito do avanço do BRASIl, quer com a contratação de técnicos estrangeiros, dirigentes e atletas, mas todos os países fazem. Claro que o JCRUZ tem muita razão quando ele berra  ( posso dizer assim ele é gaúcho) na falta do esporte escolar, mais atenção ao esporte comunitário, leis que sejam cumprida para essas melhorias. Ok, meu amigo JCRUZ e nosso leitor, voce merecia uma explicação.
(CLERY - EDITOR)

sábado, 25 de abril de 2015

NOSSO SITE OLIMPICO COM JCRUZ - UMA ENTRADA PELA PORTA DOS FUNDOS

Taekwondo e o jogo do vale tudo para se dar bem no esporte olímpico

José Cruz

sexta-feira, 24 de abril de 2015

NOSSO SITE OLIMPICO com a polêmica da ANA MOSER NA APO


sexta-feira, 24 de abril de 2015
16:12 \ Esportes

Ana Moser fora

Ana Moser: nomeação subiu no telhado
Ana Moser: nomeação subiu no telhado
        Chegou às mãos de Dilma Rousseff esta semana um e-mail decisivo para o governo desistir de indicar Ana Moser para o comando da Autoridade Pública Olímpica. Na mensagem enviada para membros do Comitê Olímpico Internacional em 2009, repleta de erros de inglês, a ex-atleta desceu a borduna na candidatura do Rio de Janeiro para a Olimpíada.
        Escreveu Ana Moser:
- Rio de Janeiro e no Brasil não estão prontos para organizar a Olimpíadas de 2016. A maioria do nosso povo discorda enormemente desta aventura de poucos. Isso porque , como aconteceu em 2007 nos Jogos Pan-Americanos , o governo federal vai pagar por isso, em vez de investir em esportes no geral. Não temos Educação Física nas escolas, não temos programas de esportes para os jovens, e nem mesmo para os atletas mais velhos. Nem mesmo em esportes que o Brasil acumulou algumas medalhas nos últimos Jogos. Essas medalhas são resultado de esforços pessoais e de sorte. Assim, não dê ao Brasil o seu voto. Ajude-nos a construir um novo país, como já está acontecendo. Não permita que aqueles poucos milionários do COB fiquem mais ricos enquanto o nosso povo não ganha nada.
Resta saber qual será a próxima invenção do governo para a APO. Por lá já passaram Márcio Fortes e o general Fernando Azevedo e Silva. Além de Ana Moser, o governo chegou a cogitar para o posto Edinho Silva, hoje o comandante da Secom do governo Dilma.
A campanha de Ana Moser contra a Olimpíada em 2009
A campanha de Ana Moser contra a Olimpíada em 2009
NOTA DO EDITOR
Estamos divulgando a presente reportagem, mas ainda sem confirmação, pois é muito milindroso a história dizer que teve tal correspondência. Farei contato com o JCRUZ para saber da veracidade de tal. (CLERY - EDITOR)

PS - JCRUZ CONFIRMA: " Ela foi convidada e estava negociando. A correspondência é real. ela disse isso mesmo"

NOSSO SITE OLIMPICO COM O HANDEBOL BRASILEIRO


Torneio na Polônia será importante teste para Seleção Masculina de Handebol

Técnico Jordi Ribera irá reunir 17 atletas para enfrentar equipe da casa, Romênia e Egito na próxima semana
Masculino quer seguir o caminho da Feminino
      Santo André (SP) - Neste sábado (25), a Seleção Masculina de Handebol embarca com destino à Polônia, onde irá disputar um torneio amistoso importante para a preparação da equipe, de olho nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no mês de julho. Com um grupo em parte renovado, o técnico Jordi Ribera tem pela frente bons testes contra a Seleção da casa, a Romênia e o Egito. Este é o primeiro compromisso do Brasil após a disputa do Mundial do Qatar, quando a equipe fez bonito diante de grandes potências da modalidade.

No dia 1º, os brasileiros jogam com o Egito, no dia 2 será a vez de enfrentar a Romênia, e por fim, no dia 3, os adversários serão os poloneses. Nos primeiros dois dias, as partidas serão disputadas na cidade de Cracóvia e, no último, em Katowice.

Para Jordi, fazer jogos contra estas três Seleções irá contribuir muito para a preparação. "Como sempre, será uma experiência importante. Todos os participantes do torneio são muito bons. A Polônia conseguiu a medalha de bronze no último Mundial, o Egito teve placares bastante igualados contra equipes importantes no Qatar, e a Romênia também vem bem forte."

O treinador convocou um grupo mesclado, com alguns atletas experientes e outros jovens, como sempre, pensando também na renovação da equipe. "Será bom ter alguns atletas jovens entre os convocados, pois além dos Jogos Pan-Americanos, teremos ainda o Mundial Júnior em julho. Decidimos dar um descanso a alguns jogadores que estiveram no Mundial em janeiro para que eles estejam bem em Toronto", explicou o espanhol.

Jordi faz questão de lembrar que esta fase é uma continuidade de tudo que tem sido feito nos últimos anos e que vem rendendo frutos nas atuações da Seleção. "Vamos procurar seguir a mesma linha com a qual temos trabalhado e que tem nos dado bons resultados", finalizou.

Depois do torneio da Polônia, os atletas retornam para os clubes e voltam a se reunir em junho no Brasil para treinamentos.

Programação
*horário de Brasília

Sexta-feira (1º)
12h30 - Brasil x Egito
15h - Polônia x Romênia

Sábado (2)
12h30 - Romênia x Brasil
15h - Polônia x Egito

Domingo (3)
9h30 - Egito x Romênia
12h - Polônia x Brasil

Seleção Masculina de Handebol

Goleiros - César Augusto Oliveira de Almeida (BM Guadalajara-Espanha), Luiz Ricardo Miles do Nascimento (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP) e Maik Ferreira dos Santos (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP).

Armadores - Guilherme Valadão Gama (BM Granollers-Espanha), José Guilherme de Toledo (BM Granollers-Espanha), Leonardo Felipe Sampaio Santos (EC Pinheiros-SP), Oswaldo Maestro Guimarães (BM Villa de Aranda-Espanha) e Thiagus Petrus Gonçalves dos Santos (Naturhouse La Rioja-Espanha).

Centrais - Acácio Marques Moreira Filho (Metodista/São Bernardo-SP), Henrique Selicani Teixeira (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP) e João Pedro Francisco da Silva (Ademar León-Espanha).

Pontas - Claryston David Cordeiro Novais (FAB/Vila Olímpica Manoel Tubino-RJ), Fábio Rocha Chiuffa (BM Guadalajara-Espanha), Felipe Borges Dutra Ribeiro (Montpellier Agglomération-França) e Wesley Freitas (FC do Porto-Portugal).

Pivôs - Alexandro Pozzer (BM Guadalajara-Espanha) e Rogério Moraes Ferreira (FAB/Vila Olímpica Manoel Tubino-RJ).

Comissão técnica

Técnico: Jordi Ribera
Supervisor: Cássio Marques
Assistente técnico: Washington Nunes
Médico: Gustavo Rocha Santos
Preparador físico: Luiz Antônio Luisi Turisco
Fisioterapeuta: Arédio Gertrudes Neto
Psicóloga: Anahy Couto
Nutricionista: Larissa Aguiar

quinta-feira, 23 de abril de 2015

NOSSO SITE OLIMPICO E A LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE NO BRASIL.

Lei de Incentivo ao Esporte captou apenas R$ 1 de cada R$ 4 aprovados para projetos

23 de abril de 2015 Dyelle Menezes
A Lei de Incentivo ao Esporte, desde 2007, permite o financiamento de projetos esportivos. Ao longo dos últimos oito anos, R$ 4,2 bilhões foram aprovados para incentivos fiscais das iniciativas. No entanto, apenas R$ 1,4 bilhão foi efetivamente captado pelos proponentes no período. Isso quer dizer que a cada R$ 4,00 autorizado para promoção de projetos, apenas R$ 1,00 chegou às iniciativas.
A legislação determina que pessoas físicas podem doar até 6% do valor de seu Imposto de Renda a projetos aprovados pelo governo. Já empresas, 1% do mesmo imposto cobrado com base em seu lucro real.
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      Apesar da distância entre o valor aprovado e o captado, o Ministério do Esporte avalia os dados como positivos. “Desde 2007, há um crescimento dos valores captados, assim como do número de proponentes. Há potencial para crescer ainda mais”, explicou a Pasta.
     O Ministério defendeu que a Lei de Incentivo tornou-se fundamental na política pública de esporte. “Ela é uma das quatro fontes de financiamento a atletas, clubes e organizações esportivas, que ajudaram a erguer o arcabouço esportivo nos últimos 12 anos, desde a criação do Ministério do Esporte”.
Para o consultor legislativo do Senado Federal, Alexandre Guimarães, a baixa arrecadação é consequência de falhas da própria lei. O especialista destaca que a legislação, inicialmente, foi aprovada nos moldes da Lei Rouanet, da cultura, com 4% de incentivo para pessoas jurídicas. No entanto, logo em seguida, uma medida provisória baixou para 1% do valor.

“Isso desestimula os investidores quando os projetos buscam apoio. As empresas preferem um programa cultural, logicamente, porque agem de modo econômico. A gente vê que a cultura teve crescimento de apoio muito forte. São duas áreas importantes e que poderiam tranquilamente viver com os 4% porque não tiraria verba da cultura e traria mais verba para o esporte”, explica.
O consultor também destacou que a lei precisaria ajustar a prestação de contas das entidades beneficiadas e a transparência dos projetos. “Não há sentido em esconder o projeto. Mais do que dizer que o projeto é bom, é preciso mostrar contrapartida, com resultados qualitativos e quantitativos. Mostrar metas e objetivos, itens de longo prazo, que não é pensado no Brasil. É um meio da sociedade descobrir o que está sendo realizado”, explica.
Em razão das falhas, a captação da Lei de Incentivo ao Esporte concentrou verbas na categoria “rendimento”, que objetiva resultados, segue regras formais, nacionais e internacionais. Destaca-se nessa manifestação a presença do atleta ou do atleta em formação.
De acordo com o próprio Ministério do Esporte, os eventos de alto rendimento propiciam maior visibilidade às marcas, daí serem mais procurados. Cerca de R$ 2,9 bilhões foram aprovados para captação dessa manifestação desportiva, enquanto as categorias desporto de participação (esporte como lazer) e educacionais (esporte como instrumento auxiliar no processo educacional) ficaram para trás.
“Nos últimos anos, temos notado que a formação de novos atletas de alta performance estimulam a prática da modalidade na base. O que é considerado satisfatório pelo Ministério, mesmo se constatando que a prática na base ainda precisa de mais estímulo”, afirma a Pasta.
Para o jornalista José Cruz, especialista na cobertura política e econômica do esporte, o fato da lei não visar, prioritariamente, a formação de atletas, mas a aprovação de projetos de alto rendimento e voltados para competidores já consagrados, é um problema. “O grande objetivo, que seria a implantação de esporte no contra turno escolar, não é incentivado”, aponta.
Além disso, Cruz destaca que não há interesse de patrocinadores em projetos sem visibilidade na mídia. “Poucas são as empresas que tem possibilidade de patrocinar, e, essas, temem ficar expostas ao rigor do fisco”, explica. Dos R$ 1,4 bilhão captado por meio da Lei, R$ 1,3 bilhão foi doado por empresas e R$ 22 milhões por pessoas físicas.
Sudeste lidera captação de recursos
De acordo com balanço divulgado pelo Ministério do Esporte, 81% do valor captado pela Lei está concentrado na região Sudeste. A região Sul ocupou a segunda colocação nesse quesito e foi responsável por 12% do valor captado pelos projetos. As regiões Centro-Oeste e Nordeste representam 3%, cada, dos recursos doados. A Região Norte é responsável por apenas 1% do valor captado.
“Contrarrevolução” no esporte
De acordo com o estudo “A Lei De Incentivo Fiscal e o (Não) Direito Ao Esporte No Brasil”, a concentração de recursos no esporte de rendimento e a centralização em algumas regiões, assim como em modalidades esportivas e entidades específicas, pouco contribuiu para a democratização da prática social do esporte.
Segundo as conclusões de Wagner Barbosa Matias, Pedro Fernando Athayde, Edson Marcelo Húngaro e Fernando Mascarenhas, autores do estudo, a renúncia fiscal para o esporte não significa a “segunda revolução” para o setor, como disse o ex-Ministro do Esporte Agnelo Queiroz, mas se caracteriza, em verdade, como uma “contrarrevolução”, pois, em sua essência, diminui a presença do Estado no desenvolvimento de políticas públicas e, na sua execução, amplia os recursos para os atores que historicamente são privilegiados pelo Estado.
“As escolhas das empresas e das pessoas físicas se pautam não pelo interesse coletivo, mas individual. A preocupação é com a ampliação do capital econômico e não com o atendimento das necessidades da população de acesso aos bens esportivos. O que é coerente com a lógica das leis de incentivo, afinal, quem define as prioridades não é o Estado, ainda que o recurso utilizado seja público, a deliberação e as escolhas são de responsabilidade das empresas”, explica.
Polêmicas
Ao longo dos anos, a Lei de Incentivo ao Esporte aprovou projetos que geraram polêmica. Em 2009, o evento de hipismo Athina Onassis Horse Show, anualmente realizado no Brasil, contava com verbas da Lei de Incentivo ao Esporte. O valor aprovado foi em torno de R$ 6,5 milhões, mas o captado ficou em R$ 4,8 milhões.
Os recursos públicos para incentivar o desenvolvimento do esporte destinou-se à bolsa promocional-esportiva de uma das mais ricas herdeiras do mundo, Athina Onassis. O projeto, apresentado pela Federação Paulista de Hipismo, justificava que o dinheiro serviria para o “desenvolvimento do hipismo brasileiro”.
Em 2012, além de financiar a escola de pilotos do comentarista Galvão Bueno, a Lei de Incentivo ao Esporte tem outro famoso na lista dos beneficiados por dinheiro público no automobilismo de competição: Emerson Fittipaldi. No ano anterior, o Ministério do Esporte aprovou projeto de R$ 1 milhão para o “Programa de Formação do Piloto Pietro Fittipaldi, na Fórmula Nascar”.
Recentemente, quem conseguiu apoio da legislação foi Neymar Jr, jogador da seleção brasileira e do Barcelona. O Instituto Projeto Neymar Jr, projeto social do craque, foi autorizado a captar até R$ 3,091 milhões em dinheiro de tributos para que possa oferecer atividades esportivas a crianças de Praia Grande, na Baixada Santista.
A autorização para que os projetos possam captar recursos pela Lei é concedida por comissão e oficializada pelo Ministério do Esporte. A aprovação e publicação de um projeto pelo Departamento de Incentivo ao Esporte no Diário Oficial da União formaliza a chancela concedida pela Comissão Técnica da Lei de Incentivo ao Esporte.
Os dados comprovam, o que temos dito, ao longo de nossas participações em referência a LEI, pois é burocrática e foi feita para os grandes. E mais quem vai doar o seu IR, tendo que pagar antes de deduzir o valor?
(CLERY- EDITOR) 

NOSSO SITE OLIMPICO COM O BLOG DO JCRUZ




Lei Piva: CBDE quer ser gestora de sua verba, sem a interferência do COB

José Cruz

O presidente da Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE), Antônio Hora Filho, quer revisar a Lei Piva, a fim de que os recursos das loterias federais sejam repassados diretamente à instituição que dirige, sem transitar pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). A CBDE dispõe de 10% dos recursos da Lei Piva, operados pelo COB. Isso representou R$ 15 milhões, em 2012;  R$ 16 milhões em 2013, e R$ 22 milhões, em 2014.
“Entendemos que o dinheiro do esporte educacional não deveria estar indo para o COB, por que os conceitos são distintos. Se o COB tem uma meta para as olimpíadas de 2016, fica claro que o comitê está em busca de rendimentos; no desporto escolar devemos privilegiar a educação, e não o rendimento”, disse o dirigente, em audiência pública na Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados.JEBS
      Já o presidente da CBDU (Confederação Brasileira de Desporto Universitário), Luciano Cabral, está satisfeito com a parceria com o COB, que reserva 5% do que recebe das loteias.  “Se o dinheiro vier direto, ficará mais confortável operá-lo, mas não fará muita diferença. Prefiro deixar como está”, disse Cabral.
Realidade
     A Lei Piva destina 2% do que arrecada para a COB e CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro). Do que recebem, COB e CPB devem aplicar 5% no desporto universitário e 10% no escolar.
     Quando a lei foi sancionada, em 2001, a CBDE e a CBDU estavam inadimplentes, ficando o COB como guardião dos recursos a elas destinados. Depois, se esperou três anos pela regulamentação da lei, acumulando bom saldo bancário. Isso coincidiu com um ano em que o Ministério da Educação não realizou os Jogos Escolares por falta de recursos. Para evitar novo furo, no ano seguinte, o governo autorizou usar parte da verba em depósito no COB para promover os Jogos. E assim é até hoje.
     Não há dúvidas de que os objetivos do desporto escolar na CBDE diferem dos defendidos pelo COB. Por isso é oportuno reabrir a discussão. Mas sem esquecer que o desporto escolar não é, apenas, recurso de “educação”, complementando o programa pedagógico. Nesse aspecto, deve-se levar em conta que a maioria dos alunos que pratica esta ou aquela modalidade já está federada, rumo ao profissionalismo.
     Além disso, se a escola é celeiro de talentos – ainda a explorar adequadamente -, não há como eliminar o caráter competitivo dos Jogos. Mas esse debate, atrasadíssimo, só terá resultado se for, também, com representantes do Ministério da Educação. E que o governo se decida, logo, o que quer com o desporto na escola e na universidade: apenas um instrumento de representatividade ou uma prática que contribua para a formação do caráter e desenvolvimento intelectual dos jovens

REGRESSIVO RIO 2016


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