sábado, 26 de novembro de 2016

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COB forma terceira turma da Academia Brasileira de Treinadores
Etapa de Detecção, Promoção e Desenvolvimento de Talentos no Esporte contou com 104 treinadores de atletismo, canoagem, ciclismo e remo

Depois de 372 horas de aulas divididas em quatro módulos presenciais, três a distância e uma semana de estágio internacional, 104 treinadores de atletismo, canoagem, ciclismo e remo se reuniram na sede do Comitê Olímpico do Brasil (COB) nesta sexta-feira, dia 25, para a formatura da etapa de Detecção, Promoção e Desenvolvimento de Talentos no Esporte da terceira turma da Academia Brasileira de Treinadores (ABT). Os aprovados seguem para a segunda etapa, de Aperfeiçoamento e Aprofundamento no Esporte, com foco no treinamento de atletas de alto rendimento. A ABT é uma iniciativa do Instituto Olímpico Brasileiro (IOB) e tem como objetivo complementar, por meio de atividades educacionais de qualidade, a formação profissional de treinadores para o alto rendimento, contribuindo de forma relevante para a conquista de resultados positivos no esporte olímpico brasileiro. Jesus Morlán, técnico da seleção brasileira de canoagem velocidade, participou com uma breve palestra para os formandos. A diretoria do COB, presidentes e representantes das Confederações contempladas nessa turma e do Conselho Federal de Educação Física também estiveram presentes na solenidade.

“A responsabilidade de um treinador é de muito trabalho, muito conhecimento, muita aplicação e muita capacidade de pinçar talentos. A medalha é o algo a mais. E hoje a nossa Academia Brasileira de Treinadores está estruturada exatamente nesses dois pontos. Na identificação do talento e, depois, no polimento desse talento para ajudar com que ele chegue até a medalha”, afirmou Augusto Heleno, diretor do IOB.

Para Soraya Carvalho, gerente do IOB, a formatura da terceira turma da ABT é uma grande realização para os treinadores. “Todos vocês construíram uma história dentro do esporte e vem colaborando com o sistema esportivo há bastante tempo. Queremos que vocês se tornem células multiplicadoras nas lagoas, ginásios, pistas e velódromos e que passem adiante todas as experiências e conhecimentos adquiridos aqui” disse aos formandos. 

Técnico da seleção brasileira de canoagem velocidade, Jesus Morlán, que se recupera de uma cirurgia, mostrou bom humor na solenidade ao falar aos formandos. “Vocês não podem imaginar como estou feliz de estar aqui. Sinto por vocês, já que agora seus atletas, clubes, Confederações e COB esperam muito de vocês”, brincou. O treinador elogiou as apresentações dos alunos, reforçou a importância de buscar uma formação e frisou que o técnico estrangeiro não é melhor do que o brasileiro. “Sou espanhol e não sou nada diferente de vocês. Tenham em mente que o técnico de fora não é melhor do que o do Brasil. Vocês são jovens, com formação, e defenderam seus projetos de forma apaixonada. Tem todo um futuro para aplicar o que aprenderam. Como treinador, uma dica que dou é o de usar a primeira pessoa do plural. Ganhamos, perdemos, fazemos, vamos. Sejam solidários, sejam companheiros e se respeitem”, disse Morlán, aplaudido de pé.

O IOB elegeu quatro trabalhos, um de cada modalidade, como os melhores desta turma. Todos obedeceram aos critérios de maior aplicabilidade no esporte e maior relevância na modalidade. No atletismo o trabalho escolhido foi “Uma abordagem lúdica para a iniciação de crianças de sete a dez anos, de ambos os sexos”, dos treinadores José Vicente Santos Filho, Robson Heiton Mian e Solange Guerra Bueno. Na canoagem, “O impacto da canoagem tradicional na proficiência motora de crianças ribeirinhas”, por Evaldo Malato, Jéssica Torgano e Luciana Costa. No ciclismo, “Correlação entre o contrarrelógio de dez minutos no mountain bike cross country com os índices fisiológicos de performance aeróbica em atletas jovens”, de Carlos Polazzo e Rafaella Della Giustina. E no remo, “Relação entre coordenação e força com um teste no single skiff em atletas de remo do sexo feminino da categoria infantil e juvenil da região sul do Brasil”, pelas treinadoras Letícia Muziol e Manuela Marsili.

Além da parte teórica, a ABT tem uma importante parte prática com o programa de Estágios Internacionais. O objetivo é promover a vivência da prática esportiva através de métodos e técnicas aplicados ao dia a dia do treinamento e competições. Em quatro anos, a ABT já capacitou mais de 300 alunos, treinadores de todo o país, divididos em nove modalidades olímpicas: Atletismo, Canoagem, Ciclismo, Ginástica Artística, Judô, Lutas, Natação, Remo e Taekwondo. Desse número, 78 treinadores estiveram envolvidos nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Todos os participantes da ABT são profissionais de Educação Física registrados no Conselho Federal de Educação Física e, preferencialmente, filiados à Confederação Brasileira da respectiva modalidade. Para ingressar na ABT, os treinadores passam por um processo seletivo. O curso é inteiramente financiado pelo COB, através de bolsas concedidas aos treinadores.


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Christian Dawes / Daniel Varsano
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