quinta-feira, 9 de março de 2017

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Jornal “Le Monde” revela suspeita de corrupção para escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2014



Comitê diz que vai investigar. (Foto: Agência Brasil/Divulgação)
O jornal francês “Le Monde” publicou na edição desta sexta-feira (3) que um empresário brasileiro pagou US$ 1,5 milhão ao filho do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo, três dias antes da votação para escolha da sede da Olimpíada de 2016. Segundo a publicação, a Justiça Francesa investiga se o pagamento foi propina para que o pai votasse no Rio, que venceu a eleição e sediou os Jogos no ano passado.
De acordo com a publicação, o pagamento foi feito por Arthur Cesar Menezes Soares Filho a Papa Diack, filho do senegalês Lamine Diack. Lamine era membro do COI (Comitê Olímpio Internacional). O diretor de comunicações da Rio-2016 disse que tem “plena certeza” de que a escolha da cidade foi através de uma “eleição limpa”.
“Há uma investigação em curso, mas o que se sabe do nosso lado é que a vantagem de 63 a 32 [votos a favor do Rio] é que a vitória foi por ampla maioria”, afirma.
Leia a íntegra da nota do COI:
“O COI tomou conhecimento das sérias alegações feitas pelo jornal francês Le Monde sobre a votação para selecionar a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O COI é parte civil no processo em curso iniciado pelas autoridades judiciais francesas contra ex-presidente da IAAF, Sr. Lamine Diack, e o seu filho, Papa Massata Diack, então consultor de marketing da IAAF. O COI continua empenhado em esclarecer esta situação, colaborando com o Ministério Público. A investigação já mostrou que o Sr. Lamine Diack, que anteriormente era membro honorário do COI, não exerceu qualquer função dentro do COI desde novembro de 2015. O COI entrará novamente em contato com as autoridades judiciais francesas para receber informações sobre as quais a reportagem no Le Monde parece estar baseada.
No que diz respeito ao sr. Fredericks, ele informou o COI e explicou a situação e sublinhou a sua inocência imediatamente após ser contactado pelo jornalista. O COI confia que Fredericks trará todos os elementos para provar a sua inocência contra estas alegações feitas pelo Le Monde.
De acordo com Fredericks, o suposto pagamento foi feito pela Pamodzi Sports Consulting, que era dirigida por Papa Massata Diack e em conexão com a promoção, desenvolvimento de propriedades esportivas em conexão com o Programa de Marketing da IAAF, eventos da IAAF e a o marketing do Programa Africano de Atletismo 2007/2011. Fredericks tinha um contrato de marketing com a Pamodzi Sports Consulting entre 2007 e 2011. Ele se voltou para a Comissão de Ética da IAAF ontem.
Imediatamente depois de ter sido estabelecida uma ligação entre este pagamento contratual e o voto para a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016, o próprio Fredericks recorreu também à Comissão de Ética do COI, que agora acompanha todas as alegações para esclarecer completamente esta questão.” (AG)

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