terça-feira, 18 de abril de 2017

NOSSO SITE MOSTRA PREOCUPAÇÃO COM A ÁSIA

OLIMPIADA TOKYO 2020
SITUAÇÃO POLÍTICA TENSA NA ÁSIA
Nossa amiga Patrícia NODA, colaboradora para a nossa cobertura TOKYO 2020, direto do JAPÃO, preocupada com a situação política da Ásia com USA, alertou-nos e agora fomos ao IPC DIGITAL, um veículo brasileiro em TOKYO e as notícias realmente não nada boas. 


Governo Japonês é questionado sobre posicionamento em relação à ameaça nuclear da Coreia do Norte




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Na sessão do Congresso Nacional do dia 17 de abril último, em Tokyo, o Primeiro-Ministro Shinzou Abe foi questionado a respeito das suas ações em relação ao perigo da ameaça nuclear norte-coreana ao Japão.
Perguntado pelo deputado Seto do Partido Liberal Democrático, como ele pretendia resolver a maior crise político-militar do pós-guerra, Abe respondeu que iria concentrar os esforços diplomáticos para levar a Coreia do Norte à mesa de negociações. “Mas não adianta só conversar por conversar. É necessário que façamos pressão para que a Coreia do Norte entre seriamente na mesa de negociações. O mais importante é o Japão, em conjunto com os EUA, conseguir evitar o ataque norte-coreano”, disse. “Vamos continuar fazendo esforços para que a China cumpra um papel cada vez mais importante nesta tarefa. No encontro que irei ter com o presidente Putin no final do mês, vamos tentar convencê-lo a ter uma atitude mais construtiva a respeito do problema”.


“Se os EUA atacarem a Coréia do Norte, quem vai morrer vai ser a população da Coréia do Sul e do Japão. O Sr. falou isso a Trump?”, perguntou o deputado ao primeiro-ministro Shinzou Abe
Já o deputado Miyamoto, do Partido Comunista Japonês, questionou Abe se este teria sido firme com Trump no sentido de deixar claro para ele que os EUA não podem fazer um ataque preventivo à Coréia do Norte: “Se os EUA atacarem, quem vai sair prejudicado vai ser o povo da Coréia do Sul e o povo japonês. O primeiro-ministro colocou isso a ele de maneira clara?”, perguntou.
Ao que o primeiro-ministro respondeu: “Sr. Miyamoto, é evidente que a guerra deve ser evitada a todo custo. Para isso, a comunidade internacional tem que se unir para convencer a Coréia do Norte a não continuar com seu programa de desenvolvimento de armas nucleares, e não dizer aos EUA que devem parar com as ameaças à Coréia do Norte”, concluiu.

Embaixador da Coreia do Norte na ONU diz que EUA estão pertubando...

Embaixador da Coreia do Norte na ONU diz que EUA estão pertubando a Paz Mundial e podem causar uma Guerra Nuclear


No dia 17 de abril último, o embaixador oficial da Coreia do Norte nas Nações Unidas, Kim in Ryong, convocou uma entrevista coletiva à imprensa mundial no próprio prédio da ONU para criticar o ataque americano à Síria e a presença da frota naval de ataque no litoral da península coreana: “Isso está criando uma situação perigosa em que uma guerra termo-nuclear pode ser detonada a qualquer momento na península coreana, representando uma ameaça séria à paz e segurança mundiais. Os EUA serão responsabilizados por qualquer catástrofe que possa acontecer”.

O vice-presidente americano está hoje no Japão
A entrevista coletiva foi convocada horas após o vice-presidente americano Mike Pense ter dito na Coréia do Sul, que “é melhor que a Coréia do Norte não queira testar a decisão e o poderio militar dos EUA”.
Jornalistas internacionais já tinham ouvido esse tipo de retórica política dos norte-coreanos, mas nunca nesse nível como na entrevista coletiva na ONU: “Os EUA estão perturbando a paz e a estabilidade mundial e insistindo numa lógica de gangster para ameaçar nações soberanas”, acusou.

Segundo o embaixador, são os EUA que estão perturbando a paz e a ordem mundial

A respeito da continuidade dos testes nucleares e de mísseis balísticos, Kim foi categórico:”Continuaremos a fazer os testes quantas vezes os nossos comandantes julgarem necessários”. “Se os EUA fizerem qualquer ataque à Coréia do Norte, nós estaremos prontos para qualquer tipo de guerra que os americanos quiserem travar”, completou.
O vice-embaixador, também presente, foi requerido para falar sobre o comentário de Donald Trump a respeito da Coréia do Norte nas festividades de Páscoa: “A Coréia do Norte precisa se comportar”, teria dito o presidente norte-americano. O vice-embaixador se recusou a comentar as palavras de Trump, mas aproveitou para fazer mais acusações: “Os americanos estão trazendo um imenso volume de armas nucleares à região coreana, que é o maior “hotspot” (algo como batata quente) do mundo. A situação está à beira de uma guerra nuclear”.

Segundo Trump, “a Coréia precisa se comportar”, disse ele numa festa para crianças.
A Coreia do Norte está irritada com o fato de o Conselho de Segurança da ONU, que será convocada no final deste mês, ser presidida pelo Secretário de Estado Norte-Americano Rex Tillerson.
Os norte-coreanos têm demandado por um pronunciamento no Conselho de Segurança, para falar sobre os abusos dos EUA, mas tem sido ignorada por ter violado numerosas resoluções do próprio Conselho de Segurança sobre testes de mísseis e armas nucleares.

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