Um Brasil sem Ministério do Esportes
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Uma análise nua e crua:
No seu site oficial, o Ministério do Esporte é definido como "responsável por construir uma Política Nacional de Esporte. Além de desenvolver o esporte de alto rendimento, o Ministério trabalha ações de inclusão social por meio do esporte, garantindo a população brasileira o acesso gratuito a pratica esportiva, qualidade de vida e desenvolvimento humano".
SÓ QUE NUNCA ENTREGOU O PROMETIDO!
De 1999 à 2018 foram 10 Ministros (Rafael Grega, Carlos Melles, Caio Carvalho, Agnello Queiroz, Orlando Silva, Aldo Rebelo, George Hilton, Ricardo Leyser, Leonardo Picciani e Leandro Cruz), TODOS CHEGARAM LÁ POR INDICAÇÃO POLÍTICA e LOTEAMENTO DOS MINISTÉRIOS!
Nenhum deles foi escalado por ter conhecimento na área de esportes!
Por 13 anos o Ministério foi "propriedade" do PCdoB (Partido Comunista Brasileiro) com Agnello, Orlando, Aldo e Leyser.
Lembrando que as principais estratégias, orçamentos e ações de alto rendimento nestes últimos 18 anos não estavam no Ministério. Tanto que o orçamento previsto para este Ministério, se existisse, em 2019 seriam irrisórios (se comparados com os demais Ministérios) 700 milhões de reais.
LOGO: Parodiando Cacá Diegues: “Desde que a importância do Cultura (coloco aqui também o Esporte) seja preservado no âmbito do Governo, pouco importa se os assuntos do setor serão tratados nesse ou naquele lugar”.
Portanto O BRASIL NÃO PRECISA NECESSARIAMENTE DE UM MINISTÉRIO DO ESPORTE, basta uma SECRETARIA com pessoal qualificado, com conhecimento e experiencia na área e sem indicações políticas.
E que pode sim estar subordinada a um Ministério com foco no seu principal objetivo que deve ser o de EDUCAR!
O momento é propício também para reformular todo o viciado sistema esportivo brasileiro. Pois criaram-se feudos com reeleições infinitas de pessoas de mesmos grupos que precisam acabar.
Seguirei trabalhando, lutando e torcendo pelo Esporte do Brasil!
Assim como fiz nos últimos 40 anos.



  O esporte perde efetivamente o seu MINISTÉRIO, o novo Governo o colocará junto com a CULTURA,
e o SOCIAL, no Ministério da CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Sendo Ministro o médico gaúcho
OSMAR TERRA.  Nosso site começa a ouvir pessoas. UM deles é o MARCUS VINICIUS, ex- medalhista olímpico DO VOLEIBOL, que esteve vários anos no COMITE OLIMPICO DO BRASIL e foi Chefe de Delegações do BRASIL em Jogos Olímpicos, ele fez esse artigo e voltará conosco, para opinar nos próximos dias.
 NOTA DO EDITOR - Embora o espsorte tenha suas principais vertentes na EDUCAÇÃO e na SAUDE, no momento ele ganha proporções gigante no SOCIAL, até pela infiltração tremenda da DROGA e a VIOLENCIA que impera. Assim nos parece se for um GESTOR DO ESPORTE no comando das ações do ESPPORTE e ter dinheiro, com o apoio do Médico TERRA, e do Governo, poderá deslanchar. (CLERY - EDITOR)

Os Novos Rumos do Esporte

Por: .
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A ida do esporte para o Ministério da Cidadania não significa apenas a redução de mais uma pasta na estrutura de governo de Jair Bolsonaro, mas sugere que haverá radical mudança de rumos no setor.
Tudo indica que o esporte profissional, altamente subsidiado por verbas públicas nas duas últimas décadas, sairá do guarda-chuva do governo e abrirá espaço para o esporte na escola e práticas de abrangência social. O vínculo da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas à nova pasta mostra esse caminho. E, pelo menos na estrutura, o governo cumprirá, enfim, o artigo 217 da Constituição Federal que determina em seu item segundo “a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional...”
Historicamente, essa é 11ª mudança institucional, e nos remete a 1937, quando o assunto “esporte” integrou pela primeira vez a estrutura de governo, com a “Divisão de Educação Physica”, vinculada ao Ministério da Educação e Saúde, no governo do presidente Getúlio Vargas.
       Oito décadas se passaram e o “esporte” trocou de estrutura a cada sete anos e meio, em média. Nesse tempo, 82 dirigentes se sucederam, entre secretários, diretores ou ministros. Só nos últimos 15 anos, sete ministros ocuparam o Ministério do Esporte, média de um a cada dois anos.
Apesar dessa farta mudança, os dirigentes nunca conseguiram elaborar uma política de Estado para o setor. Esteve-se perto disso em duas ocasiões: em 1985, quando o então ministro da Educação, Marco Maciel, apresentou um projeto de “Política de Estado para o Esporte”, e em 2008, com a Terceira Conferência Nacional do Esporte.
Na primeira tentativa a proposta não evoluiu no Congresso Nacional; na segunda, ao desinteresse do governo somou-se a agenda dos megaeventos – Copa do Mundo e Olimpíada, principalmente –, que sufocou outros debates, e a tal “política” ficou esquecida.  E parece que assim continuará, pois, ao agrupar o esporte com outras pastas e nomeando para o seu comando um deputado que afirma desconhecer o tema, fica claro que o assunto não receberá a atenção que merece por seu grande potencial, para a economia, inclusive, como veremos em outros artigos.
Assim, o governo deverá direcionar a sua ação para o social, para a melhoria da qualidade de vida e como instrumento de recuperação de viciados, entre outros objetivos. É uma opção, pois recente pesquisa do Ministério do Esporte indicou que 46% dos brasileiros são sedentários. Teoricamente, quase a metade da população precisa ou precisará de serviços médicos para combater as mazelas da saúde devido à falta de uma atividade física regular. E quem paga essa conta, sabe-se, é o cofre público.
Mas que instrumentos contará o novo governo para incentivar a tal prática? Há espaços afins, principalmente para as camadas mais pobres da população, boa parte faminta? Teremos profissionais de educação física para orientar esses programas?
Ao contrário, estivesse o esporte no Ministério da Educação, com chegou a ser especulado, o público já está definido, e boa parte da estrutura, nas escolas, disponível. Os estudantes seriam os primeiros beneficiados, projetando-se uma população mais sadia e com melhor rendimento escolar. Os países que adotam essa prática exibem esses resultados.
Fora do “esporte e saúde”, o que ocorrerá com os atletas profissionais, com a Lei de Incentivo, a Bolsa Atleta e outros programas, inclusive dos atletas paraolímpicos? São assuntos dos próximos artigos.
José Cruz, jornalista, trabalha no gabinete do senador Romário – cruzsouza@senado.leg.br