quinta-feira, 31 de outubro de 2019

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Brasil recebe medalha de bronze do revezamento 4x100m rasos dos Jogos Olímpicos Pequim 2008
Cerimônia que premiou Bruno Lins, José Carlos Moreira (Codó), Sandro Viana e Vicente Lenílson aconteceu no Museu Olímpico, em Lausanne (SUI)
Christophe Moratal/COI
        A espera finalmente acabou. Onze anos depois, Bruno Lins, José Carlos Moreira (Codó), Sandro Viana e Vicente Lenílson receberam, nesta quinta-feira, dia 31, a merecida medalha de bronze dos Jogos Olímpicos Pequim 2008. Em cerimônia realizada no Museu Olímpico, em Lausanne, na Suíça, os atletas que representaram o Time Brasil no revezamento 4x100m rasos em Pequim subiram ao pódio e entraram de vez na galeria de heróis olímpicos.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi representado na cerimônia pelo campeão olímpico Rogério Sampaio, atual diretor-geral da entidade.
"Foi uma cerimônia muito bonita e emocionante. Ser atleta olímpico já é algo que glorifica a história deles no esporte, mas ser medalhista muda o patamar. Mesmo que tardiamente essa premiação representa esse reconhecimento. Para mim, que conquistei o ouro em 92, poder participar de um momento histórico do esporte olímpico brasileiro, ver uma medalha ser entregue para os nossos atletas no Museu Olímpico, em Lausanne, foi inesquecível", afirmou Rogério Sampaio, medalha de ouro no judô em Barcelona 92.
O quarteto recebeu as medalhas das mãos de Bernard Rajzman, ícone da Geração de Prata do vôlei brasileiro em Los Angeles 1984 e membro do Comitê Olímpico Internacional.
"Pessoalmente, como brasileiro e medalhista olímpico, estou profundamente feliz e emocionado. Representar o país no maior evento esportivo do mundo é magnífico e alcançar uma medalha olímpica é simplesmente de tirar o fôlego. Dou minhas boas-vindas ao seleto grupo de medalhistas olímpicos. E parabéns por fazer parte da História Olímpica", destacou Bernard Rajzman.
O terceiro lugar da equipe brasileira foi confirmado no ano passado após o jamaicano Nesta Carter ter sido flagrado em exame antidoping posterior aos Jogos de Pequim. Com a comprovação do doping, a equipe Jamaicana teve que devolver a medalha de ouro. Com isso, a equipe de Trinidad & Tobago, que havia sido a segunda colocada, herdou o primeiro lugar e as medalhas de ouro. O Japão passou de terceiro para segundo e o quarteto do Brasil, que fez 38s24, ficou com o bronze.
Muito aplaudidos pelas cerca de 100 pessoas presentes ao Museu Olímpico, o quarteto brasileiro se emocionou com as medalhas finalmente no peito. "A ficha não tinha caído ainda. Depois que colocaram a medalha, eu a olhei, passou um filme na minha cabeça e as lágrimas vieram. Foi um choro de felicidade, de ser reconhecido como um medalhista olímpico. Pequim 2008 foi minha primeira participação em Jogos, foi especial e único. Gostaria de agradecer a todos os brasileiros que sempre torceram por nós. É um momento mágico na nossa vida. Agora somos, realmente, medalhistas olímpicos, finalmente com nossa medalha em mãos", comemorou o alagoano Bruno Lins.
"É uma sensação maravilhosa, inexplicável, medalha olímpica é diferente de tudo. Fiquei congelado ali em cima na hora de receber a medalha. Agradeço muito ao Comitê Olímpico do Brasil, à Confederação Brasileira de Atletismo que também fazem parte disso. Essa medalha não é só minha, é do Brasil, da minha família, dos meus treinadores, de todos que estiveram comigo até esse momento. Simplesmente desejo a todos os atletas que se dediquem, que treinem, que deem o seu melhor para chegar a um momento como esse, épico e único", ressaltou José Carlos Moreira, conhecido como Codó, nome de sua cidade de nascimento.
Vicente Lenílson é o único dos quatro que já tinha uma medalha olímpica: prata em Sydney 2000, também no revezamento 4x100m. "Me passou um filme de tudo que tive que fazer de treino, de renúncia, de dedicação, de ausência da família para estar nos Jogos de Pequim. Subir ao pódio olímpico é mágico. Eu estive em 2000, mas hoje não senti diferença dessa sensação. Não é só estar no estádio, é receber o que é seu por direito. Agora, estou num patamar acima. Poucos têm uma medalha olímpica, e menos ainda tem duas. Agora eu cuido de um projeto social, devolvendo um pouco do que o atletismo me deu", declarou Vicente Lenílson, que ainda participou dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004.
Com a medalha do revezamento 4x100m masculino, o Brasil passa a ter 17 pódios nos Jogos Olímpicos de Pequim. Esta também é a 17ª medalha olímpica do atletismo nacional na história.
"Tudo que eu fiz foi me dedicar ao esporte nos últimos 20 anos. Quando saí de Manaus, vendi tudo para me tornar um atleta. Só pensava em fazer o meu melhor todos dias até chegar aos Jogos Olímpicos. Quando tive contato com o universo olímpico, minha vida mudou. De lá pra cá, a única coisa que eu fiz foi cultivar o esporte olímpico da melhor maneira possível, através do meu exemplo de vida. Já era um atleta muito satisfeito, muito realizado com o quarto lugar. E quando veio essa notícia, tudo mudou na minha vida. Veio uma explosão de emoções onde passado, presente e futuro acabaram se misturando", revelou Sandro Viana, o mais experiente da equipe, com 42 atualmente.
A cerimônia no Museu Olímpico foi escolhida pelos atletas entre outras cinco opções de locais. A iniciativa visa reconhecer suas conquistas e faz parte dos novos Princípios de Realocação de Medalha Olímpica, criados pela Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Internacional (COI), e aprovado no ano passado pelo Conselho Executivo do COI.
Esta é a segunda medalha olímpica herdada pelo atletismo do Brasil nos Jogos de Pequim. No revezamento 4x100m rasos feminino, as brasileiras Lucimar Moura, Rosangela Santos, Rosemar Coelho Neto e Thaissa Presti também ficaram com o bronze após a desclassificação da Rússia. As medalhas foram entregues durante o Prêmio Brasil Olímpico de 2017.
Além delas, Rodrigo Pessoa ficou com a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 no hipismo saltos após constatação de doping do cavalo do irlandês Cian O'Connor. A cerimônia foi realizada no Rio de Janeiro, em 2005.
Fichas dos atletas:
Bruno Lins: natural de Maceió (AL) – 7/1/1987 – ouro no Pan de Guadalajara 2011 / participações nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016.
José Carlos Moreira: natural de Codó (MA) – 28/9/1983 – ouro no Pan do Rio 2007 / participação nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.
Sandro Viana: natural de Manaus (AM) – 26/3/1977 – ouro no Pan do Rio 2007 e em Guadalajara 2011 / participações nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012.
Vicente Lenílson: natural de Currais Novos (RN) – 4/6/1977 – ouro no Pan do Rio 2007 / prata em Sydney 2000 / participações nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008.
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NOSSO SITE COM O COB NA TOKYO 2020.

COB repassará montante recorde de R$ 120 milhões em verbas ordinárias para as modalidades olímpicas em 2020
Valores superam os distribuídos no ano dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e representam um aumento de 10% em relação ao ano passado
      O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou nesta quarta-feira, dia 30, aos presidentes das Confederações Brasileiras Olímpicas, a divisão dos repasses de recursos ordinários da Lei 13.756 (antiga Lei Agnelo/Piva) para investimento nas modalidades olímpicas para 2020. Ao todo, R$ 120 milhões serão descentralizados e repassados para as 34 modalidades do Programa Olímpico, exceto futebol. Este valor é o maior já investido desde a criação da lei, em 2001, e representa um aumento de 10% em relação ao ano passado.

         Para definir a distribuição, foram levados em consideração 12 critérios, sendo dez esportivos e dois administrativos. Para 2020, o COB elevou o peso do Programa Gestão Ética e Governança, que avalia as Confederações com base no seu nível de maturidade em gestão e governança, adotando como referência os principais guias de boas práticas de mercado.
"Para 2020, estamos aumentando o volume de recursos ordinários repassados às modalidades em relação aos anos anteriores. Procuramos ser os mais justos possíveis na distribuição dos recursos. Estamos sempre dedicados em mostrar uma evolução nos critérios, por isso eles são sempre revisados. Nossa intenção é mostrar que, quanto melhor a confederação utiliza seus recursos e mais resultados ela apresenta, mais condições terá de receber nos anos seguintes", afirmou Paulo Wanderley, presidente do COB, que ressaltou a forma criteriosa como são feitas as discussões para a definição dos repasses.
"Os três pilares da gestão do COB aparecem na distribuição dos recursos. Transparência ao debater e mostrar os critérios utilizados para a definição da distribuição; meritocracia, mostrando que quem tiver melhores resultados e melhor governança receberá mais recursos; e austeridade, ao utilizar os recursos de forma mais eficiente", disse Paulo Wanderley, destacando que o montante de recursos ordinários de 2020 é superior ao distribuído no ano dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
         Ainda este ano, a entidade anunciará a estimativa de arrecadação total da Lei das Loterias, que inclui além dos recursos ordinários, o orçamento para projetos extraordinários para a preparação das modalidades esportivas. Dentro deste escopo estarão investimentos diretos do COB em ações como o Programa de Preparação Olímpica, Missões Internacionais, Centro de Treinamento Time Brasil, Desenvolvimento Esportivo, Jogos Escolares da Juventude, Instituto Olímpico Brasileiro, área Cultural, entre outros.
O COB já trabalha com a projeção de maior arrecadação e investimento na história do esporte brasileiro. A estimativa é que mais de 85% da verba das loterias seja alocada diretamente em ações esportivas.
Para o Diretor de Esportes do COB, Jorge Bichara, os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 exigirão uma logística desafiadora. "É onde veremos o fruto do nosso trabalho de quatro anos sendo colocado à prova. Foi uma preparação difícil, mas o Brasil tem sido bem representado internacionalmente pelos atletas e isso é fruto do trabalho integrado de todos os agentes do esporte. Estamos com uma expectativa positiva da participação em Tóquio", avaliou Jorge Bichara.
         Em relação às cinco novas modalidades do programa olímpico, o COB adotará a mesma estratégia de 2018 e 2019. Assim, dos R$ 120 milhões que serão repassados diretamente às Confederações, cerca de R$ 8 milhões serão destinados especialmente para projetos de preparação de atletas e equipes de Beisebol/Softbol, Escalada Esportiva, Karatê, Skate e Surfe.
A distribuição dos repasses dos recursos ordinários foi aprovada pelo Conselho de Administração do COB na última terça-feira, dia 29, antes de ser apresentada aos presidentes das confederações, nesta quarta.
          A Lei - A 13.756 (antiga Lei Agnelo/Piva) destina cerca de 1,7% do valor apostado em todas as loterias federais do país ao COB. Os recursos assegurados por meio da Lei têm permitido ao COB investir no Esporte Olímpico, de forma contínua e crescente. O COB faz um acompanhamento rigoroso da aplicação dos recursos, avaliando a qualidade dos investimentos e checando os resultados obtidos pelas entidades. A liberação de recursos para novos projetos está sempre condicionada à prestação - e aprovação - das contas dos projetos anteriormente desenvolvidos.
          O COB utiliza os recursos que recebe da Lei das Loterias seguindo estritamente os critérios estipulados pela própria lei e o planejamento técnico desenvolvido em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas. Esse planejamento técnico contempla o treinamento das equipes, contratação de técnicos estrangeiros, viagens de intercâmbio, participação em competições internacionais, aquisição de equipamentos e materiais esportivos e períodos de aclimatação das delegações, entre outras ações.
             Transparência - Todos os recursos recebidos pelo COB passam por etapas e processos que envolvem transparência e disponibilização de informações para o Tribunal de Contas da União (TCU) e para a Controladoria Geral da União (CGU). As verbas públicas recebidas pelo COB estão sujeitas a auditoria da CGU, que após as devidas análises elabora relatório conclusivo e o encaminha ao TCU para aprovação. Essa auditoria é efetuada permanentemente através da disponibilização de informações em plataforma extranet (Extranet-TCU) criada especificamente para esta finalidade.

DISTRIBUIÇÃO CONFEDERAÇÕES 2019
Atletismo - R$ 5.250.649,14
Badminton - R$ 2.895.562,47
Basquetebol - R$ 3.261.586,52
Beisebol/Softbol - 882.352,94
Boxe - R$ 5.289.381,84
Canoagem - R$ 5.375.700,44
Ciclismo - R$ 2.988.520,96
Desportos na Neve - R$ 2.817.958,74
Desportos no Gelo - R$ 2.611.292,10
Desportos Aquáticos - R$ 4.414.991,07
Escalada Esportiva - R$ 882.352,94
Esgrima - R$ 4.139.988,88
Ginástica - R$ 5.968.034,13
Golfe - R$ 2.794.719,12
Handebol - R$ 3.091.024,29
Hipismo - R$ 3.160.328,16
Hóquei sobre Grama - R$ 2.618.346,99
Judô - R$ 6.359.926,08
Karatê - R$ 882.352,94
Levantamento de Pesos - R$ 3.304.745,81
Pentatlo Moderno - R$ 2.854.893,14
Remo - R$ 2.831.238,52
Rugby - R$ 2.657.356,35
Skate - R$ 882.352,94
Surfe - R$ 882.352,94
Taekwondo - R$ 4.116.610,93
Tênis - R$ 3.400.194,26
Tênis de Mesa - R$ 3.205.562,43
Tiro com Arco - R$ 2.686.820,87
Tiro Esportivo - R$ 4.497.021,41
Triatlo - R$ 2.893.072,52
Vela - R$ 5.894.303,66
Voleibol - R$ 6.771.599,38
Wrestling - R$ 3.025.040,37

Os 12 critérios (e seus respectivos pesos) utilizados para a distribuição são:
– Medalhista no último Campeonato Mundial Adulto (17,4%)
– Medalhista na última edição de Jogos Olímpicos (15,2%)
– Medalhista no último Campeonato Mundial de base (15,2%)
– Multimedalhista na última edição dos Jogos Olímpicos (10,4%)
– Prestação de Contas – Qualifica a performance das Confederações nos processos de prestação de contas da Lei Agnelo/Piva no ano corrente (9,1%)
– Medalhista na penúltima edição dos Jogos Olímpicos (7,8%)
- Programa Gestão, Ética e Transparência (6,5%)
– Medalhista na última edição de Jogos Pan-americanos (3,9%)
– Top 8 nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos (3,9%)
– Número de eventos com participação brasileira na última edição dos Jogos Olímpicos (3,9%)
– Top 8 em Campeonato Mundial adulto nos últimos 4 anos (3,9%)
– Top 8 no último Campeonato Mundial de base (2,6%)

EVOLUÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS ORDINÁRIOS ÀS CONFEDERAÇÕES:
2013: R$ 68 milhões
2014: R$ 77,1 milhões
2015: R$ 82,4 milhões
2016: R$ 101,7 milhões
2017: R$ 77,8 milhões
2018: R$ 97,3 milhões
2019: R$ 109 milhões
2020: R$ 120 milhões
 

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