segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

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Com Hall da Fama, Prêmio Brasil Olímpico reconhece os feitos e conquistas dos grandes ídolos do esporte nacional
Além de premiar os melhores atletas e treinadores do ano, cerimônia homenageia os principais destaques da nossa história olímpica
Homenagear os principais atletas e treinadores do país é o grande propósito do Prêmio Brasil Olímpico (PBO), cuja 21ª edição ocorre nesta terça-feira, 10, na Cidade das Artes (Rio de Janeiro). Além de conhecermos os melhores atletas de 2019, a cerimônia promete reverenciar algumas personalidades que ajudaram a construir a história olímpica brasileira.
Seis ídolos do esporte nacional entrarão para o Hall da Fama do COB: Guilherme Paraense (tiro esportivo), Joaquim Cruz (atletismo), João do Pulo (atletismo), Magic Paula (basquete) Maria Lenk (natação) e Sylvio de Magalhães Padilha (atletismo). A homenagem a eles acontecerá às 18:45, na área externa do local. Este ano já foram homenageados Bernardinho e Zé Roberto Guimarães (vôlei), Chiaki Ishii (judô) e Hortência Marcari (basquete).
Criado em 2018, o Hall da Fama visa reconhecer e valorizar a trajetória dos nossos heróis olímpicos. Em breve, essas homenagens estarão à mostra no Centro de Treinamento Time Brasil, futura sede administrativa do COB, num espaço aberto à visitação pública. No ano passado, o PBO reuniu Torben Grael (vela), a dupla Sandra Pires e Jackie Silva (vôlei de praia) e Vanderlei Cordeiro de Lima (atletismo).
Já nos principais prêmios da noite, seis atletas disputam os troféus de melhores atletas de 2019: Arthur Nory (ginástica artística), Gabriel Medina (surfe) e Isaquias Queiroz (canoagem velocidade), no masculino; Ana Marcela Cunha (maratonas aquáticas), Beatriz Ferreira (boxe) e Nathalie Moellhausen (esgrima), no feminino.
Decidido exclusivamente pelo público, o prêmio Atleta da Torcida tem dez finalistas: Ana Marcela Cunha (maratonas aquáticas), Ana Sátila (canoagem slalom), Bruno Rezende (vôlei), Flávia Saraiva (ginástica artística), Hugo Calderano (tênis de mesa), Ítalo Ferreira (surfe), Mayra Aguiar (judô), Nathalie Moellhausen (esgrima), Paulo André (atletismo) e Pedro Barros (skate). A votação segue aberta até o dia 10 no site pbo.cob.org.br/ e se encerrará durante a cerimônia de premiação.
Por fim, serão premiados ainda os melhores treinadores de 2019, Mateus Alves (boxe) e Renan Dal Zotto (vôlei), e os destaques dos Jogos Escolares: Pâmela Nievilly (atletismo) e Klerton Zaidan (badminton). Maria Luíza Elói (vôlei) e Guilherme Porto (wrestling).

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Rússia é banida da Olimpíada de 2020 e da Copa de 2022 por doping

Punição imposta pela agência antidoping vale por quatro anos e inclui outros campeonatos mundiais; federação russa pode recorrer

A Rússia foi banida das competições esportivas mundiais – incluindo a Olimpíada de 2020, em Tóquio, a Olimpíada de Inverno de 2022, em Pequim, e a Copa do Mundo de futebol de 2022, no Catar – por quatro anos em punição pelo escândalo de doping no país. A suspensão foi imposta pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) e anunciada nesta segunda-feira, 9. A Rússia tem três semanas para recorrer contra a decisão à Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Caso o banimento seja mantido, a Rússia não poderá ter sua bandeira erguida ou seu hino tocado nos torneios. Atletas que não estejam envolvidos nos casos de doping ainda poderão competir, mas sob uma bandeira neutra, como já ocorreu nos  Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, em Pyeongchang, na Coréia do Sul, e com a equipe russa de atletismo na Rio-2016. 
Na última segunda-feira, o Comitê de Compliance da Wada, um dos principais painéis da entidade, sugeriu medidas drásticas contra o esporte russo, o que foi aprovado com unanimidade nesta segunda pelo Comitê Executivo, após uma reunião em Lausanne, na Suíça.
“A lista completa de recomendações (de sanções por parte do Comitê de Revisão de Conformidade) foi aprovada por unanimidade dos 12 membros do Comitê Executivo”, declarou o porta-voz James Fitzgerald aos jornalistas presentes na sede da Wada.
A decisão da Wada poderá trazer fortes consequências para a Uefa e para a Fifa. A tendência é que ela não afete os jogos da Eurocopa de futebol do próximo ano, a ser realizada em diversas cidades espalhadas pelo continente, incluindo São Petersburgo. A mesma cidade russa já foi escolhida pela Uefa para receber a final da Liga dos Campeões em 2021. A Wada deve explicar essa situação em breve.
Denúncias – Um relatório produzido por Richard McLaren, um professor e advogado canadense comissionado pela Wada e pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) expôs em 2016 o esquema de doping envolvendo dirigentes do esporte e do governo russo. O documento estabelece que o Ministério do Esporte, a agência antidopagem e o serviço federal de segurança do país estavam “envolvidos em um elaborado esquema de trapaça que se estendeu além dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi de 2014.”
“A surpresa no resultado da investigação de Sochi foi a revelação da extensão da supervisão e controle diretivo do laboratório de Moscou no processo e acobertamento das amostras de urina dos atletas russos de todos os esportes antes e depois dos Jogos de Sochi”, escreveu McLaren. O documento afirmou ainda que exames de vários atletas do Mundial de Atletismo de Moscou-2013 foram substituídas antes do envio a outro laboratório da Federação Internacional de Atletismo (IAAF).
O investigação da Wada confirmou as declarações do médico Grigory Rodchenkov, que, em maio, revelou que o serviço secreto russo “violou as garrafas” onde estavam armazenadas a urina de atletas dopados, incluindo 15 medalhistas olímpicos, e que o governo russo desejava “vencer a qualquer custo”. Exilado nos Estados Unidos, Rodchenkov alega ainda que dopou atletas para as Olimpíadas de Londres-2012,  entre outros torneios de atletismo.
Em janeiro de 206, uma comissão independente da Wada já havia apontado participação do presidente russo Vladimir Putin no escândalo de doping no atletismo do país. Escrito por Dick Pound, o chefe da comissão, o documento denunciou a “corrupção enraizada na IAAF” e destacou que os casos não foram apenas isolados e que Putin sabia de tudo. No informe, os investigadores revelam uma relação bem próxima entre o ex-presidente da entidade, o senegalês Lamine Diack, e Putin.
Putin sempre negou participação nos escândalos e pediu que as punições fossem individualizadas. “Se alguém está violando as regras em vigor, a responsabilidade tem que ser individual. Os atletas que nunca foram dopados não devem pagar o preço pelos outros”, disse. Historicamente, a Rússia é acusada de acobertar casos de doping desde os tempos da União Soviética.
(com Estadão Conteúdo)