quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

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VELA

Robert Scheidt faz história e garante classificação para disputar a sétima Olimpíada

Velejador garantiu o índice olímpico no Campeonato Mundial no Japão




<i>(Foto: Junichi Hirai/Bulkhead Magazine Japan)</i>
Robert Scheidt não cansa de quebrar recordes e fazer história defendendo o Brasil. Bicampeão e maior medalhista do país em Jogos Olímpicos, o velejador garantiu o índice para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 ao conquistar o 12º lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão, na madrugada desta terça-feira.

Ele ficou seis posições abaixo da linha de corte estipulada pela CBVela, que era a 18ª posição. Com o passaporte carimbado, o atleta de 46 anos está prestes a se tornar o recordista brasileiro em participações em Olimpíadas, com sete no currículo.

“Saio do Japão com a sensação de missão cumprida e bem contente por ter dado esse passo importante. O fato de estar elegível para a equipe do Brasil que vai competir em Tóquio, em 2020, é um motivo a mais para trabalhar, pois esse Mundial mostrou que, para atingir o objetivo de andar entre os top 5 e chegar ao top 3, ainda existem detalhes da minha velejada que preciso aprimorar. Esse vai ser o foco para os próximos meses”, disse Scheidt.

O velejador está muito perto de disputar sua sétima olimpíada, mas ainda precisará esperar a convocação. De acordo com o critério estabelecido pelo Conselho Técnico da Vela (CTV) e ratificado pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela), o bicampeão olímpico só perde a vaga se outro atleta do Brasil for medalhista no Evento-Teste de Enoshima/2019 ou subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

“Vou competir na raia olímpica, em agosto, em Enoshima com objetivo de ratificar a vaga e buscar evolução para estar em condições de brigar por medalha em Tóquio”, garantiu.

Confira a carreira do maior atleta olímpico brasileiro:


Medalhas
Ouro: Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na Classe Laser)
Prata: Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze: Londres/2012 (Star)

Títulos
181 títulos – 89 internacionais e 92 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016. Em novembro de 2017, pela Star, conquistou a Taça Royal Thames e, neste domingo, o Europeu de Star

Laser
– Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
– Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star
– Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
– Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012
Tags: Olimpíada Robert Scheidt Vela


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Governo Bolsonaro

Padrinho de casamento de Flávio Bolsonaro será secretário de Esporte

Marcello Magalhães é o terceiro a assumir a pasta no atual governo



São Paulo

A chegada de Onyx Lorenzoni (DEM-RS) ao Ministério da Cidadania teve impacto direto na Secretaria Especial de Esporte, subordinada à pasta.
Onyx, anunciado no dia 13 de fevereiro no ministério, decidiu trocar o chefe da secretaria, o general Décio Brasil, por Marcello Magalhães, conhecido como Marcello Negão, e que tem laços estreitos com a família Bolsonaro, sobretudo com o senador Flávio (sem partido), de quem foi padrinho de casamento.
A informação da troca, inicialmente publicada pela coluna Radar, da revista Veja, foi confirmada pela Folha, mas ainda não teve sua publicação no Diário Oficial.
Onyx, à esquerda, e Bolsonaro, durante evento no Palácio do Planalto
Onyx, à esquerda, e Bolsonaro, durante evento no Palácio do Planalto - Adriano Machado - 12.fev.2020/Reuters
Com a mudança, a pasta vai para seu terceiro secretário no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Ele iniciou o mandato com outro general, Marco Aurélio Vieira.
Sem conseguir promover mudanças na pasta e sem se entender com o então ministro da Cidadania, Osmar Terra, Marco Aurélio acabou substituído por Décio Brasil, em abril de 2019.
No período em que esteve à frente da secretaria, ele teve que lidar com o fim da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), que criou um vácuo na administração de complexos esportivos.
Criada em 2017 para "viabilizar a adequação, a manutenção e a utilização das instalações esportivas olímpicas e paraolímpicas” construídas para a Rio-2016, a autarquia foi extinta no fim de julho, como previa o texto de sua lei.
Dentre suas competências estava gerir parte do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em parceria com a Prefeitura do Rio e entidades privadas, e do Parque Olímpico de Deodoro, este em conjunto com as Forças Armadas.
Entre algumas das intenções não concretizadas pela AGLO estava viabilizar a privatização das estruturas da Barra que estavam sob o guarda-chuva do governo federal: Arena Carioca 1, Arena Carioca 2, Complexo Olímpico de Tênis e Velódromo Olímpico.
Após a extinção, suas atribuições foram incorporadas pelo ministério, porém em uma nova entidade. A criação da EGLO (Escritório de Governança do Legado Olímpico) só foi publicada no Diário Oficial em dezembro de 2019. Marcello Negão, inclusive, era cotado para assumir o órgão.
A sua chegada ao cargo de secretário pode acirrar a disputa entre militares e não militares dentro da Secretaria do Esporte, queda de braço que foi um dos motivos que derrubaram Marco Aurélio de seu cargo.